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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

OUR FASHION TIPS #11

Chapéus há muitos…
Escolhe o teu e usa-o orgulhosamente.

Adoro chapéus. Adoro beanies. Adoro bonés de basebol. Mas não sei porquê, às vezes falta-me a confiança para os usar.

Mas não pensem que não os uso. Os beanies são tão essenciais como as minhas cuecas (estou a tentar deixar crescer o cabelo; estou agora numa fase muito estranha na qual não sei bem o que fazer com o meu cabelo nem o que lhe chamar; e o meu cabelo ao acordar é o suficiente para um pedido de divórcio já que parece que passou uma tempestade pela minha cabeça durante a noite).

De qualquer forma, impõe-se uma nova resolução de Ano Novo (será que ainda vou a tempo?) Tenho de começar a usar os meus chapéus mais assiduamente. Os chapéus são um fashion statement. Fazem com que sobressaias no meio da multidão como podem fazer com que desapareças no meio dela (os beanies ou os bonés são acessórios vitais para qualquer ator/atriz que contracene nos grandes filmes de espiões).

É mesmo impressionante observar como os chapéus evoluíram ao longo dos tempos. Fizeram sempre parte da personalidade e da profissão de cada um. É também curioso como diferentes partes do mundo usam diferentes tipos de chapéus. Os nossos chapéus de Bali são um dos nossos pertences mais queridos. Eles são usados pelos agricultores de arroz para se protegerem do sol e da chuva. O nosso guia comprou-nos dois chapéus de um vendedor local e agora estes dormem na parede do nosso quarto. Não para nos proteger do sol, mas para nos proteger da perda das nossas memórias do tempo inacreditável que passámos em Bali. Não consigo parar de recomendar a ida a Bali. É uma ilha de uma beleza contagiante (não chega aos pés da minha Madeira, porém).

Um dia ao passear pelo mercado de Portobello Road (uma das minhas muitas e usuais passeatas), deparei-me com uma simpática bancada cheia de chapéus originais. A vendedora envergava um deles pelo qual apaixonei-me logo. Acabei por comprar logo dois (obrigada maridão). E daí começou a minha paixão.

É tão mais fácil comprar chapéus cá em Londres. Muito mais oferta, muito mais mentes abertas para aceitar estes acessórios statement. A rapaziada destas bandas não faz farinha com os chapéus. Basta olhar para as corridas de Ascot e para os casamentos das celebridades cá do sítio. Lembro-me bem de quando ao entrar no comboio, no regresso a casa do trabalho em Bracknell (minhas queridas viagens diárias, não tenho saudades nenhumas vossas), e não consegui arranjar um lugar sentada neste mar de chapéus. Uma bruma de penas e purpurinas tinham invadido o meu monótono comboio da South West Trains.


Existe um chapéu para todos. Basta escolher, envergar com orgulho e bola para a frente que a moda é mesmo isto, é experimentar e se divertir. A vida é demasiado curta para alisar o cabelo todos os dias. You go cabelo acabada-de-acordar-pareço-o-Hagrid-do-Harry-Potter (não te preocupes maridão, terei sempre um chapéu na mesa de cabeceira pronto para tapar a juba).

Tatiana Pina Mendes

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There are plenty of hats out there…
Choose yours and be proud of it.

I love hats. I love beanies. I love baseball caps. But I don’t know why, sometimes I just lack the confidence to wear them.

Don’t get me wrong, beanies are just as essential as my knickers (trying to grow my hair out, I am now in the middle of an awkward stage that I don’t know quite what to call it or what to do with it; and my bed hair is just horrible i.e. a storm hit me during my sleep).

Either way, another new year’s resolution (can I still do one?) To wear my hats more often. They do make a statement. They make you stand out of the crowd, as they can just blend you right in and disappear (as in beanies or baseball caps; if you have seen any great spy movies you will know what I mean). Oh, the power of accessories.

It’s amazing to see how hats evolved though different times and ages. They were always part of one’s personality and profession. It is also curious to see how different parts of the world wear different types of hats. One of our most prized possessions are our Bali hats. They are used by the rice farmers to protect them from the sun. Our driver bought our hats from a local seller and they sleep on our bedroom wall protecting us not from the sun but from not forgetting the amazing time we had in Bali. I cannot stop from praising the beauty of that island (though it does not match the beauty of my home island, Madeira).

One day strolling at the Portobello Road market (as any other day), I walked onto this nice and friendly-looking stall where they had the most amazing hats. The lady selling the hats was wearing one to which I fell in love with. Ended up buying two (thank you my dear husband).

So much easier to buy hats here in London. So much more offer, so much more open-mindedness to accept these statement accessories. These guys mean business with their hats. Just look to Ascot races and to all the celebrities’ weddings. I can still remember walking in on the train back home when returning from Bracknell (my dear commute, how I do not miss you a bit) and I could not get a seat on this sea of hats. A mist of feathers and glitter invaded my monotonous South West train.

There is a hat for everyone out there. Go ahead and have fun with it. Life is too short for straighteners very single day. Go bed hair, go (don’t worry husband, I will always have a hat on my bedside table).




Trendsetter do mês // Trendsetter of the month
Serena Williams



Objeto de desejo do mês // Lust item of the month
Louis Vuitton Saumur bag


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

OUR FASHION TIPS #9

Querido Pai Natal, este ano portei-me como uma verdadeira Londrina

Todos os anos apregoo que não gosto do Natal, porém todos os anos ando numa excitação tal com listas de presentes e com decorações de árvore de Natal e com vinho quente (hum, não tenho bem a certeza se este ultimo é tradição de Natal, mas é a minha tradição). Soube muito cedo que o Pai Natal não existia (desculpem lá meninos). Os meus pais também nunca foram muito à bola com a coisa. Contudo, lá criavam e mantinham o espírito natalício vivo por minha causa. E ser filha única (e muito curiosa) tornava fácil encontrar onde a história natalícia não fazia sentido.

Não me levem a mal, eu sempre adorei receber prendas de Natal. A minha memória de Natal mais marcante era quando a RTP Madeira exibia o seu anúncio de Natal. A música que acompanhava o anúncio ficará para sempre na minha cabeça. E sim, o anúncio da Coca Cola também era algo muito especial. O ligar das luzes de Natal também era algo memorável (até à pandilha Costa/ Passos/ Barroso/ Soares darem cabo do país; sim, o meu Alberto também participou, mas são os seus fogos de artificio os que ficam para a história e que tanto turista atraiu, criando o cartaz turístico que ainda hoje faz parte dos roteiros).

Ser madeirense faz com que a véspera de ano novo seja sempre mais marcante que a véspera de Natal (pelo menos para os alcoólicos). Era a nossa noite, quando saíamos para a borga que nem malucos e só chegávamos a casa a hora de almoço do dia seguinte. Não houve um ano em que não fosse de direta para o almoço de família do primeiro dia do ano! Já não o consigo fazer agora, infelizmente. Doem-me as cruzes. E quero ver em direto o Dança Comigo aqui da terrinha. Coisas que só a banda do reumático compreende.

Este mês quero partilhar convosco os meus sítios favoritos para compras de Natal aqui em Londres. Porquê Londres? Porque é onde eu vivo, porque é o sítio que eu chamo de casa e porque é onde irei passar este Natal com a minha família. Tenho de admitir, porém que a maior parte das compras foi feita online (tentei fazer compras o ano passado no Hamleys, mega armazém de brinquedos; entrei na loja, dei uma vista de olhos durante dois segundos, começou-me uma enxaqueca, saí da loja). O centro turístico de Londres é mesmo excecional nesta altura do ano, mas a minha paciência tem limites e prefiro navegar em mares mais calmos (com exceção dos armazéns da Liberty London e da Fortnum & Mason). Os meus locais favoritos para as compras de Natal, além dos já mencionados, encontram-se todos na mesma rua: Portobello Road. Sim, é altamente turístico. Mas não numa Sexta ou manhã cedo num Sábado (o maridão tem de me arrancar da cama para poder cumprir este horário).

Aqui vai a minha lista de Natal, versão Londrina!
Se alguma vez por estas bandas nesta altura, espero que vos ajude.

Querido Pai Natal,

Tenho sido uma moça muito, muito bem-comportada. Tenho andado a beber menos que o normal (uma garrafa a menos por dia, para ser mais exata), tenho passeado o meu cão as sete da matina com um sorriso na cara (exceto quando tenho de apanhar o seu lindo cocó), tenho sido uma boa mulher (tirando ontem, anteontem e o ano passado todo talvez, não é relevante para agora) e tenho sido uma boa Londrina (fico sempre no lado direito das escadas rolantes e queixo-me sempre cada vez que alguém não pesca nada de como a fila funciona; vê lá se abres a pestana).

Este ano gostaria de receber:
·         Decorações para a árvore de Natal da Liberty London (adoro, adoro os monumentos de Londres em ponto pequeno)
·         Pinheiro de Natal do Mercado de Portobello Road (não vejo a hora de ver os pinheiros todos alinhados para que possamos escolher um!)
·         O relógio de parede da minha avó arranjado numa das lojas do Mercado de Portobello Road (uma surpresa para o meu pai; espero que ele goste de recordar as doze badaladas da véspera de Natal tal como quando ouvia em miúdo na casa dos meus avós – tenho muitas saudades tuas, querida avó Bela)
·         O quadro dos meus sogros com uma moldura nova colocada numa das lojas do Mercado de Portobello Road (algo que irá ser orgulhosamente pendurado na nossa sala, tal como estava na antiga casa do meu marido)
·         Chocolates, chás, bolachas, sacos e sacos de fudge (meu Deus, tive de ir até Edimburgo para perceber que sou maluca, mas maluca à grande, por fudge) e Cerisettes de Natal (bombons de licor de cereja com chocolate preto, moeda de suborno quando preciso de pedir algo ao maridão, como quem diz mais sapatos)
·         Macaroons da Ladurée
·         Se possível (sei que será difícil), um Culatello di Zibello, um enchido único e extremamente saboroso do Norte de Itália (fizemos um tasting quando lá fomos na nossa road trip no ano passado – tentarei partilhar numa próxima – era tão delicioso mas infelizmente o gato Lucrécio não nos vendeu nenhum – não perguntem, é uma longa história)

Pouca coisa, portanto. Nada de sapatos nem de roupa. Só um Natal feliz com o meu maridão, o meu cão, os meus queridos pais e sogros, na nossa casa, com a barriga cheia de marisco e com os cornos de rena tortos na minha cabeça porque bebi demasiado vinho.

 Votos sinceros,
Tatiana
xx

PS – não esperes bolachas quando visitares a nossa casa (nós vamos comê-las todas, de certezinha absoluta) mas espera sim um bom copo de vinho Madeira. Depois disso lembra-te só de meteres as renas em piloto automátic

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Dear Santa, this year I have been a good Londoner

I always proudly and clearly say that I don’t like Christmas but each year I get excited with presents lists and Christmas tree decorations and mulled wine (hum, not quite sure about the latter but it’s my own personal Christmas tradition). I knew quite early on that there is no Santa (sorry about this kids) and my parents were not found of it as well. Nevertheless, they carried on with the tradition for my sake. And being an only (and curious) child it was easy to spot the story holes. 

Don’t get me wrong, I always loved receiving presents but my strongest Christmas memory was when our local TV channel started airing the Christmas ad. Its tune will be stuck in my head forever. And yes, the Coca-Cola ad was always something special. And the turning on of the street lights was always memorable (up until the financial crisis hit us meaning the lights went ecological meaning there were barely any lights…).

Being born in Madeira made New Year’s Eve a more highly anticipated date. It was our chance to go out and party like crazy up until next day’s lunch time. I always arrived at our family lunch on January the first with zero hours sleep and a twelve-hour hangover. Hell yes! Can’t do it anymore though… My lower back hurts. And I want to watch Strictly Come Dancing.

I wanted to bring you this time my favourite places to shop this Christmas here in London. Why London, you might ask? Because it’s where I live, it’s what I call home now and it’s where I will be spending Christmas with my family. I do have to admit that the majority of our Christmas shopping was online (tried going to Hamleys last year; entered the store, had a look around, it took 2 seconds, a migraine started, I left the store). London’s touristy centre is really gorgeous this time of year but my patience is finite and I prefer to cruise much calmer seas (Liberty and Fortnum & Mason are the exceptions though). My favourite places to shop, apart from the previously mentioned, are all on the same road: Portobello Road. Yes, it’s touristy. But not on a Friday or on an early Saturday morning (my husband needs to kick me out of bed for this). 

Here goes my London’s Christmas shopping list!
If ever in town, hope this helps.

Dear Santa,

I have been a very, very good girl. I have been drinking less than usual (one bottle less per day, to be more precise), I have walked my dog at 7am with a smile on my face (except when picking up his poop), I have been a good wife (apart from yesterday, the day before and probably the rest of the year, not relevant now) and I have been a good Londoner (always standing on the right of the escalators and always complaining when someone does not understand where the queue starts. Get it together man!).

This year, I would like:
·         Christmas tree decorations from Liberty London (love, love the tiny London landmarks)
·         Christmas tree from Portobello Market (can’t wait to have them all lined up to pick one!)
·         My grandma’s wall clock repaired (a surprise to my dad; hopefully he will enjoy hearing the midnight striking ensemble at Christmas Eve as he used to when he was a kid living at my precious grandparents’ house (I miss you so much grandma Bela)
·         My in-laws’ painting with a new frame from Portobello Market (something that will proudly be hung at our living room as it was at my husband’s previous home)
·         Chocolates, teas, cookies, bags and bags of fudge (my God, I had to go up to Edinburgh to become crazy, like proper crazy, about fudge!) and Christmas Cerisettes (dark chocolate cherry liqueurs; my bribery currency when I need something from my husband aka more shoes) from Fortnum & Mason
·         Macaroons from Ladurée
·         If possible (I know it’s hard), a Culatello di Zibello, a precious and oh so tasty salumi from North Italy (we were there last year during our mega road trip – I will try and share it on a different post – and it was delicious but unfortunately Lucretius, the cat, didn’t sell us any – long story, don’t ask)

Nothing much. Nothing on shoes or clothes. Just a merry little Christmas with my husband, my dog, my beloved parents and in-laws, in our home, with a belly full of seafood and with my reindeer horns misplaced on my head as I had too much wine. 

Yours truly,
Tatiana
xx


PS - don’t expect cookies at our house (we will have eaten them all, fo’sho) but do expect a good glass of Madeira wine. After that just remember to put the reindeers in auto pilot.













Trendsetter do mês

Lady Gaga
Mulher sem medos de experimentar. Adoro como o seu estilo tem vindo a baixar de volume. Contudo, a minha escolha deve-se ao facto de ela personificar o empowerment feminino e de estar sempre pronta para defender no que acredita. You go girl!





Objeto de desejo do mês

Ténis da Josefinas
Porque temos de promover o que e nosso. Sim, os ténis são caros. Mas são uma verdadeira obra de arte, de como os artistas portugueses são especiais, dedicados, únicos e desprovidos de promoção. E se fossem de uma marca estrangeira não se iriam queixar do preço.
PS - Eu sou uma dog person mas não resisti a estes belos bichanos!





segunda-feira, 23 de maio de 2016

BLOGS CONVIDADOS - SWEET GULA

Hoje é dia da partilha de mais um Blog Convidado, com uma receita nova e muito original! É a primeira vez que temos um gelado nesta rubrica e eu não podia ter ficado mais feliz :) Adoro gelados, Verão ou Inverno, posso dizer que são uma das minhas sobremesas preferidas!

O Sweet Gula trouxe-nos um delicioso gelado de pistácio servido de uma forma tão original... num latte cup da nova colecção da GreenGate! Nós adorámos as fotografias que estão simplesmente maravilhosas.

Agradecemos mais uma vez ao Célio ter aceite este desafio e ter-nos trazido uma receita tão original e fotografias magníficas :)

"Está oficialmente aberta a época dos gelados aqui no Sweet Gula! E eu estava ansioso para vos mostrar um dos meus sabores preferidos de sempre, o pistácio. Não, cá em casa não existe uma época especial para comer gelados, eles existem o ano inteiro, seja verão ou inverno. Mas é nesta altura, quando os dias são maiores e as temperaturas começam a aumentar, que eles sabem melhor. Simples ou combinados com outras sobremesas, os gelados fazem as minhas delícias e é das coisas que mais gosto de comer. Já imaginaram o prazer de degustar um brownie de chocolate ainda morno com uma bola de gelado em cima?! Ou umas panquecas acabadas de fazer, servidas com gelado e um toque de mel e alecrim?! Sim, esta é a minha veia de gulodice a querer revelar-se, mas é daqueles pequenos prazeres desta vida que não dispenso por nada. E se for um gelado caseiro, feito com carinho, com os melhores ingredientes e servido com amor, tanto melhor! 

Gosto de quase todos os sabores de gelado e (espantem-se!), apesar de ser um chocolate lover confesso que o sabor que menos aprecio em gelado é o chocolate. E depois há aqueles sabores pelos quais eu deliro e que me deixam em êxtase. Como o amendoim, por exemplo, o mirtilo, a noz, o doce de leite ou o pistácio. Se estiver fora de casa e encontrar à venda gelado artesanal de pistácio, não consigo resistir. E a receita que apresento aqui é o mais parecido com o melhor gelado de pistácio artesanal que comi até hoje. Foi numa gelateria italiana, não em Itália, mas na Suíça. Era tão bom que tive de comer não duas, mas quatro bolas. Era um gelado suave e cremoso, nada enjoativo e com aquele sabor tão característico, único e especial que só o pistácio tem.

Nesta receita usei pistácios salgados que, na minha opinião, tornam a receita ainda mais especial. Um toque de sal em receitas doces irá sempre realçar os sabores e sinceramente adorei o equilíbrio na receita. Um gelado sublime, rico e com a textura crocante dos pistácios que certamente não deixa ninguém indiferente.

Servi o gelado numa peça de loiça lindíssima e inspiradora, pela qual me apaixonei assim que a vi. É uma Latte Cup Ziggy Silver, da nova colecção da Green Gate que a More Than Cookies teve a gentileza de me enviar juntamente com um convite irrecusável para a rúbrica "Blogs Convidados". Já espreitaram esta loja encantadora?! Para quem como eu aprecia peças lindas de cozinha e decoração do lar, esta é a loja ideal. E se não quiserem perder as novidades e as novas tendências, acompanhem a More Than Cookies através do Facebook, aqui.

Gelado de Pistácio
(receita adaptada daqui)

Ingredientes:
| 130 g de pistácios s/ a casca
| 220 ml de leite
| 150 ml de natas
| 4 gemas de ovo
| 70 g de açúcar amarelo
| 1 c. (sopa) de licor Amaretto (opcional)
| pistácios picados grosseiramente

Preparação:
De véspera: Leve o leite e as natas ao lume até ferver. Remova do lume e junte os pistácios. Deixe arrefecer e coloque no frigorífico durante toda a noite.
Dia seguinte: Remova os pistácios do leite coando-os através de um passador de rede fina e reserve o leite. Coloque os pistácios num robot ou processador de alimentos e triture na velocidade máxima até obter uma pasta. Reserve.
Bata as gemas juntamente com o açúcar até obter um preparado esbranquiçado e fofo e este dobrar de volume.
Leve o leite ao lume até ferver juntamente com o Amaretto. Retire e aos poucos adicione o leite às gemas, sem nunca parar de mexer.
Leve este preparado novamente ao lume baixo, mexendo sempre com uma colher de pau e até levantar fervura.
Retire do lume, adicione a pasta de pistácio e misture bem com uma vara de arames.
Leve este preparado ao frigorífico até arrefecer completamente. Para acelerar o processo de arrefecimento coloque o preparado numa taça e disponha a taça sobre pedras de gelo.
Verta a mistura numa máquina de gelados e siga as instruções do fabricante.
Sirva de imediato com pistácios picados ou guarde numa caixa hermética no congelador."










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terça-feira, 10 de maio de 2016

BLOGS CONVIDADOS - DONA BISCOITO

No mês passado voltámos à primeira rubrica que criámos e que nos ocupa uma parte tão grande do coração, os Blogs Convidados!

Desta vez, o convidado foi a Dona Biscoito. Conhecemos a Cláudia num Mercadito da Carlota e desde essa altura que passámos a acompanhar os posts do blog. As fotografias e as receitas são sempre super inspiradoras por isso, quando decidimos voltar a fazer convites, foi um dos primeiros nomes que nos surgiu.

A Cláudia fez um bolo lindo, lindo... um simnel cake. As fotografias com o pratinho da GreenGate ficaram maravilhosas. Nós adorámos o resultado final, esperamos que gostem tanto como nós! Mais uma vez obrigada à Cláudia por ter aceite o nosso desafio :)

"Várias coisas me fascinam nos blogs. Os ambientes impressionantemente versáteis que podemos criar. As receitas que podemos inventar, mudar, trocar, fazer o que a nossa imaginação ditar. A aprendizagem constante. As pessoas que conhecemos e que ficam no coração, algumas para sempre. 
Os nomes engraçados que vamos aprendendo, como Monkey CakePavlovaBrooklyn Blackout CakeQueen of PuddingsBolachas Speculaas ou CrinklesMacarons... eu sei lá, podia estender-me aqui por mais algumas horas. Mistura de ingredientes que não lembram nem aos reis Magos!

Criamos Inventamos, espaço em casa para os "props" que vamos juntando ao longo dos dias e que naquele preciso momento achámos que não podíamos deixar de comprar. Afinal era o ideal para fotografar com aquela receita que resultou lindamente e que merecia igualmente um ambiente lindo.
Claro que podemos fotografar a comidita sem muitos rodeios, só para despachar e ser mais uma receita para publicar. Poderá ficar também apelativa mas... não era a mesma coisa! 
Cá eu adoro estudar os melhores ângulos, ver onde a luz incide de modo mais favorável, juntar o pratinho mais bonito, os talher que estava guardado na gaveta da casa dos avós e que em outros tempos já seria démodé, aquele paninho lindo que uma amiga teve o amor de enviar pelo correio e que sei que vai adorar vê-lo ser usado. Nem sempre consigo o que pretendo, mas sei que evoluí ao longo dos três anos do blog. Gosto da luta a que me propus.

E gosto, gosto muito do meu armário, branquinho, de portas de vidro onde guardo as dezenas de pratinhos, copos, talheres, chávenas, taças... compradas aqui e ali. Em antiquários de beira de estrada, apanhados do "lixo" (oh meu Deus!), oferecidos e comprados em tapetes no chão das feiras.
Há alguns que me são mais queridos, porque têm história, porque lutei muito para o ter ou simplesmente porque é lindo de morrer! Gosto de louça delicada, cores suaves e padrões graciosos.
Tenho uma especial tendência para flores, padrões subtis, suaves e tons azuis. No momento de escolher entre cores, não hesito, se houver azul, é sempre o que abraço e já não largo :-)

Há muito tempo que me "babo", autenticamente, para o computador a ver a página da More Than Cookies! Quem consegue resistir a ver mais e mais. É tudo de um gosto, de uma delicadeza, de umas cores que, a mim, deixam extasiada... queria tudo :-)
Tenho já algumas coisas, compradas no Mercadito da Carlota lá estão, no armário branco, sempre prontas a usar e a encantar. Gosto muito!
Agora imaginem a minha felicidade quando o correio me presenteou com este pratinho LINDO! Que mais poderia querer? Azul e com flores... Antes dele chegar eu já tinha tudo imaginado; só podia combinar com um bolinho florido, daqueles que estamos ansiosos por fazer, deixar arrefecer, decorar e fotografar rapidamente para poder comer, restando apenas as migalhas num pratinho lindo.
Pois... este!!!


Simnel Cake

Ingredientes (massapão)
2 colheres de sobremesa de água
225g de açúcar em pó
225g de amêndoas
1 clara de ovo tamanho s
1 colher de sopa de vinho branco

Ingredientes (bolo)
175g de margarina amolecida, não líquida
175 de acúcar mascavado
3 ovos
20g de bagas de goji
160g de tâmaras sem caroço grosseiramente picadas
100 de nozes grosseiramente picadas
50g de arandos
175 de farinha
1 colher de chá de fermento
1/2 colher de chá de 35 especiarias (daqui
Compota de ameixa a gosto

Preparação (massapão)
Ralar as amêndoas até ficarem em pó. Reservar.
Levar o açúcar ao lume com a água e deixar ferver mexendo sempre até o açúcar desaparecer e adicionar o vinho branco. Juntar a amêndoa ralada ao açúcar e amassar indo juntando bocadinhos de clara até ficar uma massa com consistência moldável. Cuidado que está quente.
Estender com um rolo e usando a forma que servirá para o bolo virada ao contrário, cortar duas rodelas de massapão. Reservar em cima de papel vegetal num local plano. Com os restos de massa moldar "vasinhos", pincelar com canela e decorar com flores (opção minha). Poderá também fazer bolinhas e decorar à volta do bolo.

Preparação (bolo)
Untar uma forma de 18cm e forrar com papel vegetal. Voltar a untar e polvilhar com farinha. Eu usei o spray desmoldante. Reservar.
Numa tigela juntar o açúcar, os e a margarina. Bater até ficar tudo bem ligado e acrescentar todas os frutos, goji, tâmaras, nozes e arandos.
Juntar a farinha com o fermento e as especiarias, misturar e peneirar sobre a massa. Envolver sem bater. 
Deitar na forma metade da massa. Cobrir com uma das placas de massapão reservada. Deitar o resto da massa e levar ao forno pré aquecido a 150º. Leva muito tempo a cozer. Fica pronto quando dourar. Verificar fazendo o teste do palito.
Retirar e deixar arrefecer por completo. Espalhar a compota no topo do bolo e cobrir com a outra placa de massapão. Decorar colocando os vasinhos em volta do bolo.
Também poderá fazer bolinhas, pincelar com clara  de ovo e colocar sob uma grelha quente um ou dois minutos até dourar."






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terça-feira, 26 de abril de 2016

OUR GUESTS - MILK

A arte de bem procrastinar

Pois, o título pode enganar, mas não. É mesmo assim. Eu explico.

Quando me estico no sofá com a ideia de não fazer nada, niente, nothing, tenho sempre um combate terrível com a minha mente. É fácil resolvermos que "agora vou esticar-me ali e aproveitar a sesta dos miúdos para ler um livro", mas o nosso Grilo Falante (vá, digam lá, todos temos um Grilo Falante cá dentro, não era só o Pinóquio) é um rapazito chato, que fala pelos cotovelos e nunca nos deixa em paz: "Vais passar pelas brasas? E aquele monte de roupa para passar? Consegues estar para aí a ler sabendo que tens a cozinha para arrumar?". Enfim, se lhe dermos rédea solta, o rapaz vai por aí fora e não há quem o ature, estragando um momento que devia ser gozado em pleno.

Voltando ao assunto que me trouxe aqui: a procrastinação. É fácil, mas como tudo o que é bom, dá trabalho. Em tempos, achava que "adiantar trabalho" era uma boa forma de fazer menos no dia seguinte ou no fim de semana. Mentira! Despachamos umas coisa, não conseguimos ficar quietos e arranjamos logo outra coisa qualquer para fazer. Por isso, não, lamento desapontar-vos, mas essa não é a forma de lidarem com a coisa. Mas tem solução fácil.

A procrastinação só é digna desse nome quando "praticada" em pleno: mente vazia, sem sentimentos de culpa e o truque é planear, planear, planear. Planificar ao máximo, para podermos estar descansadinhos a olhar para o boneco, sem aquele peso na consciência do "devia-estar-a-fazer-não-sei-o-quê" que nos massacra o espírito e não nos deixa descansar. Começar a semana (normalmente ao Domingo à noite, depois de estar tudo arrumado e pronto para a nova semana) a planear o que há para fazer: menus para a semana, lista de compras que vai sendo preenchida com as faltas e os cozinhados do dia. Voltas que é preciso dar, tarefas de casa, anota-se tudo. Por outro lado marcam-se dias para fazer certas tarefas, que se tentam encaixar em dias mais ou menos ocupados. Também podemos (e devemos!) criar rotinas para as tarefas simples do dia a dia; eu começo o dia sempre pela mesma ordem: água morna com limão, banho, arranjar, pequeno almoço (sempre com o miúdo debaixo de olho para não nos atrasarmos). Se por alguma razão não consigo fazer as coisas pela mesma ordem, tenho sempre a sensação de que me esqueci de alguma coisa.

Por isso, se a ideia é procrastinar ao mais alto nível, meus caros, habituem-se a usar listas e planear os vossos dias e semanas o mais possível. Vão ver que ao saberem que está marcado, está anotado e não será esquecido, tiram um peso de cima das costas. As listas são as nossas melhores amigas - usem-nas mas não se esqueçam de as seguir também ;)!

Para terminar, só mais uma coisinha: façam um favor a vocês e ofereçam-se uma horas de procrastinação todas as semanas. Eu sei que anda para aí uma moda que ninguém entende em que temos todos de estar super ocupados e sem tempo para nada. Deixem-se disso: antes de dizerem pela enésima vez à amiga que não têm tempo sequer para respirar, parem, larguem tudo e vão dar uma volta. Ver montras. Arranjar as unhas. Parem. Vão ver que assim que regressarem à "vida real" vai custar menos e rolar muito melhor.



terça-feira, 5 de abril de 2016

OUR GUESTS - Espiral em Flor

Fez em Fevereiro 10 anos que me iniciei na blogosfera. Fazia "coisas" - como eu lhes chamava, e devorava todos os blogs que também mostravam crafts ou partilhavam técnicas novas.

Um dos blogs que acompanho desde então é o Espiral em Flor. Sendo um dos que mais me marcou e que ainda hoje sigo todas as novas publicações, não poderia deixar de ser o primeiro convidado para a nova rubrica do blog - OUR GUESTS.

Não me alongo mais, passo a palavra à nossa primeira convidada ;) e vejam como com umas simples fitas a Bela Dina transformou a decoração da casa ;)



"Quando se recebe uma caixinha tão bonita e mimosa como esta percebe-se logo que dali só podem sair coisas bonitas mesmo antes de a abrir! E foi exactamente o que aconteceu... 


Assim que as meninas da MorethanCookies me propuseram este desafio de criar um projecto DIY a minha cabeça começou logo a fervilhar e nos 5 minutos seguintes à recepção do e-mail delas surgiram-me mil e uma ideias para pôr em prática, mas tive de me conter... Pois se este post já vai ser longo o que seria se fizesse tudo o que queria?
Andava há já algum tempo com vontade de usar as “letrinhas da moda” cá em casa mas como o tempo livre não tem abundado fui deixando sempre para “depois”. Agora era a hora certa de as usar e achei que o meu cantinho da costura, neste momento, era o sitio que precisava mais. Para este pequeno projecto não foi preciso muito material; letras de madeira (ou MDF), as maravilhosas washi tape da Greengate, uma tesoura, massa adesiva Patafix da UHU e uma boa dose de paciência (pois além de ser um projecto simples é um pouco moroso).


Comecemos então por “contornar” as letras com a washi tape deixando o excesso da fita para a parte de trás de cada letra. Tem de se ter em atenção que depois de colocar a fita em toda a volta, tem de se dar uns pequenos golpes sempre que há um canto ou sempre que a letra é curva. Só deste modo conseguimos fazer com que a fita fique direitinha. Depois é só dobrar a fita para trás e ir colando com jeitinho.


A ideia inicial era só “contornar” as letras mas como tinha o símbolo “&” quis fazer algo diferente e decidi forrá-lo todo para sobressair e ser diferente. O primeiro passo é colar a fita em toda a parte da frente do símbolo e depois com bastante jeito cortar o excedente com um x-ato ou um bisturi.






Depois da parte da frente estar completamente forrada tem de se repetir o processo que se fez para as outras letras e ir contornando o símbolo com a washi tape.


Não esquecer que é mesmo muito importante dar os pequenos golpes no excedente da fita em todos os cantos e curvas para que o acabamento seja o mais perfeito possível.


Dobrar a fita para trás e ir colando aos poucos.
Et voilá, terminámos a parte mais difícil!


Depois é só colocar uns pedaços de massa adesiva (eu usei Patafix da UHU mas pode-se usar fita-cola dos dois lados) e colocar na parede que escolherem embelezar.


Quis que o meu projecto tivesse uma vertente também um pouco despreocupada por isso para fazer a palavra “happy” fui apenas rasgando a washi tape com as mãos e fui colando na parede assim ao acaso.
O resultado das letras contornadas com a fita agradou-me bastante pois dá-lhes um ar diferente e fresco!


Como se ainda não bastasse quis dar um “toque” a outras coisinhas aqui em casa... Decidi partilhar convosco para vos mostrar como se podem fazer coisas tão simples com a washi tape que podem alterar completamente o aspecto das nossas peças mais vulgares.
A prateleira da minha cozinha ganhou uma vida nova...



O meu escadote já tem um ar diferente de todos os outros milhões que por aí andam...



Os lápis, que inconscientemente acabo por trazer sempre para casa “daquela” loja onde se compram escadotes iguais ao meu, tornaram-se muito mais bonitos e floridos...


E até as t-lights se iluminaram de maneira diferente!



Espero que tenham gostado das dicas e que vos sirvam de inspiração para muitos e bonitos projectos. Metam mãos à obra e não se esqueçam que o mais importante é criarem e serem felizes. "

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