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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

OUR FASHION TIPS #11

Chapéus há muitos…
Escolhe o teu e usa-o orgulhosamente.

Adoro chapéus. Adoro beanies. Adoro bonés de basebol. Mas não sei porquê, às vezes falta-me a confiança para os usar.

Mas não pensem que não os uso. Os beanies são tão essenciais como as minhas cuecas (estou a tentar deixar crescer o cabelo; estou agora numa fase muito estranha na qual não sei bem o que fazer com o meu cabelo nem o que lhe chamar; e o meu cabelo ao acordar é o suficiente para um pedido de divórcio já que parece que passou uma tempestade pela minha cabeça durante a noite).

De qualquer forma, impõe-se uma nova resolução de Ano Novo (será que ainda vou a tempo?) Tenho de começar a usar os meus chapéus mais assiduamente. Os chapéus são um fashion statement. Fazem com que sobressaias no meio da multidão como podem fazer com que desapareças no meio dela (os beanies ou os bonés são acessórios vitais para qualquer ator/atriz que contracene nos grandes filmes de espiões).

É mesmo impressionante observar como os chapéus evoluíram ao longo dos tempos. Fizeram sempre parte da personalidade e da profissão de cada um. É também curioso como diferentes partes do mundo usam diferentes tipos de chapéus. Os nossos chapéus de Bali são um dos nossos pertences mais queridos. Eles são usados pelos agricultores de arroz para se protegerem do sol e da chuva. O nosso guia comprou-nos dois chapéus de um vendedor local e agora estes dormem na parede do nosso quarto. Não para nos proteger do sol, mas para nos proteger da perda das nossas memórias do tempo inacreditável que passámos em Bali. Não consigo parar de recomendar a ida a Bali. É uma ilha de uma beleza contagiante (não chega aos pés da minha Madeira, porém).

Um dia ao passear pelo mercado de Portobello Road (uma das minhas muitas e usuais passeatas), deparei-me com uma simpática bancada cheia de chapéus originais. A vendedora envergava um deles pelo qual apaixonei-me logo. Acabei por comprar logo dois (obrigada maridão). E daí começou a minha paixão.

É tão mais fácil comprar chapéus cá em Londres. Muito mais oferta, muito mais mentes abertas para aceitar estes acessórios statement. A rapaziada destas bandas não faz farinha com os chapéus. Basta olhar para as corridas de Ascot e para os casamentos das celebridades cá do sítio. Lembro-me bem de quando ao entrar no comboio, no regresso a casa do trabalho em Bracknell (minhas queridas viagens diárias, não tenho saudades nenhumas vossas), e não consegui arranjar um lugar sentada neste mar de chapéus. Uma bruma de penas e purpurinas tinham invadido o meu monótono comboio da South West Trains.


Existe um chapéu para todos. Basta escolher, envergar com orgulho e bola para a frente que a moda é mesmo isto, é experimentar e se divertir. A vida é demasiado curta para alisar o cabelo todos os dias. You go cabelo acabada-de-acordar-pareço-o-Hagrid-do-Harry-Potter (não te preocupes maridão, terei sempre um chapéu na mesa de cabeceira pronto para tapar a juba).

Tatiana Pina Mendes

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There are plenty of hats out there…
Choose yours and be proud of it.

I love hats. I love beanies. I love baseball caps. But I don’t know why, sometimes I just lack the confidence to wear them.

Don’t get me wrong, beanies are just as essential as my knickers (trying to grow my hair out, I am now in the middle of an awkward stage that I don’t know quite what to call it or what to do with it; and my bed hair is just horrible i.e. a storm hit me during my sleep).

Either way, another new year’s resolution (can I still do one?) To wear my hats more often. They do make a statement. They make you stand out of the crowd, as they can just blend you right in and disappear (as in beanies or baseball caps; if you have seen any great spy movies you will know what I mean). Oh, the power of accessories.

It’s amazing to see how hats evolved though different times and ages. They were always part of one’s personality and profession. It is also curious to see how different parts of the world wear different types of hats. One of our most prized possessions are our Bali hats. They are used by the rice farmers to protect them from the sun. Our driver bought our hats from a local seller and they sleep on our bedroom wall protecting us not from the sun but from not forgetting the amazing time we had in Bali. I cannot stop from praising the beauty of that island (though it does not match the beauty of my home island, Madeira).

One day strolling at the Portobello Road market (as any other day), I walked onto this nice and friendly-looking stall where they had the most amazing hats. The lady selling the hats was wearing one to which I fell in love with. Ended up buying two (thank you my dear husband).

So much easier to buy hats here in London. So much more offer, so much more open-mindedness to accept these statement accessories. These guys mean business with their hats. Just look to Ascot races and to all the celebrities’ weddings. I can still remember walking in on the train back home when returning from Bracknell (my dear commute, how I do not miss you a bit) and I could not get a seat on this sea of hats. A mist of feathers and glitter invaded my monotonous South West train.

There is a hat for everyone out there. Go ahead and have fun with it. Life is too short for straighteners very single day. Go bed hair, go (don’t worry husband, I will always have a hat on my bedside table).




Trendsetter do mês // Trendsetter of the month
Serena Williams



Objeto de desejo do mês // Lust item of the month
Louis Vuitton Saumur bag


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

OUR FASHION TIPS #10

Mais um post sobre resoluções de Ano Novo…
Fora com o velho

Uma das minhas resoluções de Ano Novo é (rufar de tambores): limpar/organizar o roupeiro (ou o vestuário como se diz na minha terra!). Nada de novo, nada de especial. Contudo, grandemente necessário. E até agora, uma das poucas resoluções que pensei neste novo ano. Estamos a 16 de Janeiro e ainda não me sentei propriamente para as escrever. Talvez porque todos os anos chegamos a meio de Fevereiro e continua tudo na mesma. Acho que isto também acontece no dia 31 de Dezembro! Mas este ano as coisas vão ser diferentes. Preciso de ser mais realista com os meus objetivos. Mas estes têm sempre de me fazer suar e de criar borboletas no estômago senão não vale a pena.

As minhas expectativas para 2017 são grandes (é melhor que estejas preparado para mim) e o meu roupeiro tem de ir a jogo também. Desde que decidi me tornar uma worker from home que necessito de equiparar o meu novo estado financeiro com as etiquetas do meu guarda-roupa. Nada de errado com isto já que piamente acredito em possuir menos e de melhor qualidade (especialmente verdade para nos Balanças que possuem um pequenino problema em tomar decisões e a quantidade não ajuda nada).

Começamos então por atacar o roupeiro e deitar tudo cá para fora. Fazer três pilhas de roupa: as que ficam (selo de aprovação para voltar para o roupeiro), as que são para dar (oferecer roupa de boa qualidade é sempre obrigatório para mim e a organização do Cancer Research é sempre a minha escolha) e as que são para reciclar (temos sempre aquelas peças de roupa que precisam de um pequeno retoque de costura ou de uma makeover, que ficam ad eternum na parte de trás de uma gaveta esquecida; e.g. adicionar patches a umas calças de ganga mais antigas irá elevá-las até ao fashion heaven).

Depois desta tarefa fastidiosa (estamos a meio caminho meninas, é quase hora para um copo de vinho; vai valer a pena todo este esforço!), precisamos de atacar os básicos e avaliar se as nossas peças e roupa são versáteis, de boa qualidade e se ainda nos servem (contra mim falo já que possuo um par de calças de ganga, OK talvez três, que já não me passam das ancas depois da javardice que foi o Natal, ou se calhar os últimos seis meses do ano passado; não me levem a mal, não quero perder as minhas curvas, só quero é que elas se encaixem orgulhosamente nos meus jeans que já não há orçamento para mais).

Sendo eu engenheira (a Ana vai me compreender perfeitamente), fiz uma lista daquilo que considero que são os básicos do básicos e que nos irão ajudar quando de manhã estamos a decidir o que fica melhor no nosso rabo e o que nos irá fazer dizer "Eh lá, gaja boa!" quando nos olhamos ao espelho no elevador (não faço isto, de todo…).

Espero que gostem dos meus bullet points. Não se esqueçam que estamos ainda em época de saldos sendo sempre esta uma boa altura para investir em peças de boa qualidade. E se possuírem peças de roupa que achem que são de boa-qualidade-mas-já-não-gosto-mais-mas-acho-que-ainda-vale-alguma-coisa, tentem sempre vender em plataformas online como a Vestiaire Collective e usem esse orçamento extra para comprar outros itens mais versáteis para o vosso guarda-roupa. O vosso roupeiro agradece.

Que 2017 seja um ano abençoado para todos nós.

Que ele nos traga amor, saúde, bom vinho e boa comida. E muitas gargalhadas!


Um 2017 em grande!

As minhas pecas de roupa básicas. Eu sei que é ainda uma longa lista, mas é algo que obviamente será construído ao longo de 2017. E depois de adquirirem estes básicos já não precisam de mai nada exceto acessórios cool, edgy e coloridos para que possam incorporar a vossa marca pessoal no vosso guarda-roupa. Divirtam-se nos corredores da Zara. Provavelmente irão encontrar-me por lá.


  Camisa branca clássica
·         Camisola de boa qualidade
·         T-shirt branca básica
·         Camisola às riscas
·         Sweatshirt preta/cinza para modo fim de semana
·         Camisola de gola alta preta/cinza/camel
·         Glam top para uma noite de copos
·         Calças pretas clássicas
·         Calças de ganga em denim escuro
·         Boyfriend jeans para modo fim de smenaa
·         Saia midi preta/navy/cinza escura
·         Vestido preto
·         Biker em pele preto
·         Trench coat
·         Casaco de boa qualidade
·         Blazer preto/navy casual
·         Ankle boots pretas
·         Ténis (entrem em modo crazy com eles, mostrem a vossa personalidade)
·         Bailarinas (um print animal é sempre uma opção versátil)
·      Sandálias kick-ass para uma noite de copos (é melhor levar uma outra opção para quando os copos já são muitos)
·       Mala + tote da guerra (preciso de diminuir a quantidade de porcaria que anda na mala comigo para todo o lado e para tal uma mala cross body é ideal. E quando o portátil tem de vir atrás adiciono o tote ao ensemble e tcharam: kit mãos livres. A isto agradeço ao meu lindo e teimoso puppy.

Tatiana Pina Mendes


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Yet another post on New Year’s resolutions…
Out with the old

One of my New Year’s resolutions is (drum roll): cleaning out the wardrobe. Nothing new, nothing exciting. However, truly needed. And so far, one of the few resolutions I have thought about, this new year. It’s the 16th of January and I haven’t sat down properly to write them all down. Maybe because mid-February I haven’t done anything about them. As in the 31st of December! But this year things will be different. Need to be more realistic with my goals but I still need to reach for the stars or else it won’t be worth it.

I have great expectations from 2017 (you better be ready for me) and my wardrobe needs to go to game with it. Since becoming a worker from home that I need to match my financial status with my clothes’ tags. Nothing wrong with that as I do think that having less and in higher quantity is always a must (mainly for us Libra who have a bit of an issue when it comes to decide and quantity does not help at all).

Start by taking everything out and have three piles: to stay (good to go back to wardrobe again), to give away (offering clothes in good condition is always a must for me and the Cancer Research organisation is always my option) and to recycle (we always have some items that need a bit of stitching or a makeover that stay ad aeternum at the back of a forgotten drawer, i.e. adding patches to some old jeans will lift these up into fashion heaven).

After this gruelling task (halfway there now, almost time for a glass of wine; I am here for you girl, this will be totally worth it), we need to go through the basics and check if our items on the wardrobe are versatile, in good quality and that they still fit us (against me I speak as I still have an old pair of jeans, OK maybe three, that do not go up from my hips since I ate like crazy at Christmas, and probably half of last year as well; don’t get me wrong, I don’t want to lose my curves, I just my curves to go proudly inside my jeans as I do not have a budget for more).

Being an engineer (Ana will understand me on this), I have made a list of what I consider to be the basics of the basics and that will help you in the morning when deciding what looks best on your ass and that will make you go “Hey girl, your junk in da trunk still got game!” when you look in the elevator’s lift (I do not do this, at all…).

Enjoy my precious bullet points. Don’t forget this is sale season so always a good time to invest in good quality items. And if you have an item that is good-quality-do-not-like-it-anymore-maybe-worth-a-bit-of-money, you can always try and sell these at platforms such as Vestiaire Collective and then use the savings to buy other items that will be more useful to you. Your wardrobe thanks you.
May 2017 be a year full of blessings for all of us.

May it bring love, good health, good wine and good food. And lots of laughter!

Happy New Year!


My wardrobe go-to basics. I know it’s a long list but this something that I will obviously work through 2017. And after these you won’t need anything else apart from some crazy, edgy and cool accessories to incorporate your personal brand onto your wardrobe. Have fun going through Zara’s aisles. You will probably find me there!

·         Classic white shirt
·         Good quality sweater
·         Plain white t-shirt
·         Stripped shirt
·         Black/grey hoodie for weekend mode
·         Black/grey/camel turtle neck
·         Glam top for a night out
·         Classic black trousers
·         Smart dark denim jeans
·         Boyfriend jeans for weekend mode
·         Black/Navy blue/Dark grey midi-skirt
·         Black dress
·         Black leather biker
·         Smart black/navy blue blazer
·         Trench coat
·         Good quality coat
·         Black ankle boot
·         Trainers (go crazy with these, show off your personality)
·         Ballet flats (an animal print is always a versatile option)
·         Kick-ass sandals for a night out (do bring some trainers for the aftermath, trust me)
·         War bag & tote (I need to cut back on all the crap I carry around with me so for me having a medium cross body bag is a must. And I can add a tote bag when I need to carry my laptop around. Ta-da: hands free mode. For this I need to thank my dear, stubborn puppy).








segunda-feira, 21 de novembro de 2016

OUR FASHION TIPS #9

Querido Pai Natal, este ano portei-me como uma verdadeira Londrina

Todos os anos apregoo que não gosto do Natal, porém todos os anos ando numa excitação tal com listas de presentes e com decorações de árvore de Natal e com vinho quente (hum, não tenho bem a certeza se este ultimo é tradição de Natal, mas é a minha tradição). Soube muito cedo que o Pai Natal não existia (desculpem lá meninos). Os meus pais também nunca foram muito à bola com a coisa. Contudo, lá criavam e mantinham o espírito natalício vivo por minha causa. E ser filha única (e muito curiosa) tornava fácil encontrar onde a história natalícia não fazia sentido.

Não me levem a mal, eu sempre adorei receber prendas de Natal. A minha memória de Natal mais marcante era quando a RTP Madeira exibia o seu anúncio de Natal. A música que acompanhava o anúncio ficará para sempre na minha cabeça. E sim, o anúncio da Coca Cola também era algo muito especial. O ligar das luzes de Natal também era algo memorável (até à pandilha Costa/ Passos/ Barroso/ Soares darem cabo do país; sim, o meu Alberto também participou, mas são os seus fogos de artificio os que ficam para a história e que tanto turista atraiu, criando o cartaz turístico que ainda hoje faz parte dos roteiros).

Ser madeirense faz com que a véspera de ano novo seja sempre mais marcante que a véspera de Natal (pelo menos para os alcoólicos). Era a nossa noite, quando saíamos para a borga que nem malucos e só chegávamos a casa a hora de almoço do dia seguinte. Não houve um ano em que não fosse de direta para o almoço de família do primeiro dia do ano! Já não o consigo fazer agora, infelizmente. Doem-me as cruzes. E quero ver em direto o Dança Comigo aqui da terrinha. Coisas que só a banda do reumático compreende.

Este mês quero partilhar convosco os meus sítios favoritos para compras de Natal aqui em Londres. Porquê Londres? Porque é onde eu vivo, porque é o sítio que eu chamo de casa e porque é onde irei passar este Natal com a minha família. Tenho de admitir, porém que a maior parte das compras foi feita online (tentei fazer compras o ano passado no Hamleys, mega armazém de brinquedos; entrei na loja, dei uma vista de olhos durante dois segundos, começou-me uma enxaqueca, saí da loja). O centro turístico de Londres é mesmo excecional nesta altura do ano, mas a minha paciência tem limites e prefiro navegar em mares mais calmos (com exceção dos armazéns da Liberty London e da Fortnum & Mason). Os meus locais favoritos para as compras de Natal, além dos já mencionados, encontram-se todos na mesma rua: Portobello Road. Sim, é altamente turístico. Mas não numa Sexta ou manhã cedo num Sábado (o maridão tem de me arrancar da cama para poder cumprir este horário).

Aqui vai a minha lista de Natal, versão Londrina!
Se alguma vez por estas bandas nesta altura, espero que vos ajude.

Querido Pai Natal,

Tenho sido uma moça muito, muito bem-comportada. Tenho andado a beber menos que o normal (uma garrafa a menos por dia, para ser mais exata), tenho passeado o meu cão as sete da matina com um sorriso na cara (exceto quando tenho de apanhar o seu lindo cocó), tenho sido uma boa mulher (tirando ontem, anteontem e o ano passado todo talvez, não é relevante para agora) e tenho sido uma boa Londrina (fico sempre no lado direito das escadas rolantes e queixo-me sempre cada vez que alguém não pesca nada de como a fila funciona; vê lá se abres a pestana).

Este ano gostaria de receber:
·         Decorações para a árvore de Natal da Liberty London (adoro, adoro os monumentos de Londres em ponto pequeno)
·         Pinheiro de Natal do Mercado de Portobello Road (não vejo a hora de ver os pinheiros todos alinhados para que possamos escolher um!)
·         O relógio de parede da minha avó arranjado numa das lojas do Mercado de Portobello Road (uma surpresa para o meu pai; espero que ele goste de recordar as doze badaladas da véspera de Natal tal como quando ouvia em miúdo na casa dos meus avós – tenho muitas saudades tuas, querida avó Bela)
·         O quadro dos meus sogros com uma moldura nova colocada numa das lojas do Mercado de Portobello Road (algo que irá ser orgulhosamente pendurado na nossa sala, tal como estava na antiga casa do meu marido)
·         Chocolates, chás, bolachas, sacos e sacos de fudge (meu Deus, tive de ir até Edimburgo para perceber que sou maluca, mas maluca à grande, por fudge) e Cerisettes de Natal (bombons de licor de cereja com chocolate preto, moeda de suborno quando preciso de pedir algo ao maridão, como quem diz mais sapatos)
·         Macaroons da Ladurée
·         Se possível (sei que será difícil), um Culatello di Zibello, um enchido único e extremamente saboroso do Norte de Itália (fizemos um tasting quando lá fomos na nossa road trip no ano passado – tentarei partilhar numa próxima – era tão delicioso mas infelizmente o gato Lucrécio não nos vendeu nenhum – não perguntem, é uma longa história)

Pouca coisa, portanto. Nada de sapatos nem de roupa. Só um Natal feliz com o meu maridão, o meu cão, os meus queridos pais e sogros, na nossa casa, com a barriga cheia de marisco e com os cornos de rena tortos na minha cabeça porque bebi demasiado vinho.

 Votos sinceros,
Tatiana
xx

PS – não esperes bolachas quando visitares a nossa casa (nós vamos comê-las todas, de certezinha absoluta) mas espera sim um bom copo de vinho Madeira. Depois disso lembra-te só de meteres as renas em piloto automátic

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Dear Santa, this year I have been a good Londoner

I always proudly and clearly say that I don’t like Christmas but each year I get excited with presents lists and Christmas tree decorations and mulled wine (hum, not quite sure about the latter but it’s my own personal Christmas tradition). I knew quite early on that there is no Santa (sorry about this kids) and my parents were not found of it as well. Nevertheless, they carried on with the tradition for my sake. And being an only (and curious) child it was easy to spot the story holes. 

Don’t get me wrong, I always loved receiving presents but my strongest Christmas memory was when our local TV channel started airing the Christmas ad. Its tune will be stuck in my head forever. And yes, the Coca-Cola ad was always something special. And the turning on of the street lights was always memorable (up until the financial crisis hit us meaning the lights went ecological meaning there were barely any lights…).

Being born in Madeira made New Year’s Eve a more highly anticipated date. It was our chance to go out and party like crazy up until next day’s lunch time. I always arrived at our family lunch on January the first with zero hours sleep and a twelve-hour hangover. Hell yes! Can’t do it anymore though… My lower back hurts. And I want to watch Strictly Come Dancing.

I wanted to bring you this time my favourite places to shop this Christmas here in London. Why London, you might ask? Because it’s where I live, it’s what I call home now and it’s where I will be spending Christmas with my family. I do have to admit that the majority of our Christmas shopping was online (tried going to Hamleys last year; entered the store, had a look around, it took 2 seconds, a migraine started, I left the store). London’s touristy centre is really gorgeous this time of year but my patience is finite and I prefer to cruise much calmer seas (Liberty and Fortnum & Mason are the exceptions though). My favourite places to shop, apart from the previously mentioned, are all on the same road: Portobello Road. Yes, it’s touristy. But not on a Friday or on an early Saturday morning (my husband needs to kick me out of bed for this). 

Here goes my London’s Christmas shopping list!
If ever in town, hope this helps.

Dear Santa,

I have been a very, very good girl. I have been drinking less than usual (one bottle less per day, to be more precise), I have walked my dog at 7am with a smile on my face (except when picking up his poop), I have been a good wife (apart from yesterday, the day before and probably the rest of the year, not relevant now) and I have been a good Londoner (always standing on the right of the escalators and always complaining when someone does not understand where the queue starts. Get it together man!).

This year, I would like:
·         Christmas tree decorations from Liberty London (love, love the tiny London landmarks)
·         Christmas tree from Portobello Market (can’t wait to have them all lined up to pick one!)
·         My grandma’s wall clock repaired (a surprise to my dad; hopefully he will enjoy hearing the midnight striking ensemble at Christmas Eve as he used to when he was a kid living at my precious grandparents’ house (I miss you so much grandma Bela)
·         My in-laws’ painting with a new frame from Portobello Market (something that will proudly be hung at our living room as it was at my husband’s previous home)
·         Chocolates, teas, cookies, bags and bags of fudge (my God, I had to go up to Edinburgh to become crazy, like proper crazy, about fudge!) and Christmas Cerisettes (dark chocolate cherry liqueurs; my bribery currency when I need something from my husband aka more shoes) from Fortnum & Mason
·         Macaroons from Ladurée
·         If possible (I know it’s hard), a Culatello di Zibello, a precious and oh so tasty salumi from North Italy (we were there last year during our mega road trip – I will try and share it on a different post – and it was delicious but unfortunately Lucretius, the cat, didn’t sell us any – long story, don’t ask)

Nothing much. Nothing on shoes or clothes. Just a merry little Christmas with my husband, my dog, my beloved parents and in-laws, in our home, with a belly full of seafood and with my reindeer horns misplaced on my head as I had too much wine. 

Yours truly,
Tatiana
xx


PS - don’t expect cookies at our house (we will have eaten them all, fo’sho) but do expect a good glass of Madeira wine. After that just remember to put the reindeers in auto pilot.













Trendsetter do mês

Lady Gaga
Mulher sem medos de experimentar. Adoro como o seu estilo tem vindo a baixar de volume. Contudo, a minha escolha deve-se ao facto de ela personificar o empowerment feminino e de estar sempre pronta para defender no que acredita. You go girl!





Objeto de desejo do mês

Ténis da Josefinas
Porque temos de promover o que e nosso. Sim, os ténis são caros. Mas são uma verdadeira obra de arte, de como os artistas portugueses são especiais, dedicados, únicos e desprovidos de promoção. E se fossem de uma marca estrangeira não se iriam queixar do preço.
PS - Eu sou uma dog person mas não resisti a estes belos bichanos!





segunda-feira, 31 de outubro de 2016

OUR FASHION TIPS #8

Já me foram ao bolso…
Não é que agora os preços dos piercings aumentaram?!

Ainda me lembro de quão pequeno era o antigo Bad Bones. Aquele que não era ainda uma moda. Ainda me lembro das reações que um pequeno pedaço de metal provocou nas cabeças alheias. Ainda me lembro das palavras, algumas ofensivas, sim, e ainda me lembro de como me senti livre pela primeira vez. Não é que a nossa liberdade possa ser medida por este simples e insignificante acontecimento. Mas foi a primeira vez que expressei o meu verdadeiro eu. Um eu que não segue carneiradas e que luta por ser sempre a ovelha que vira à esquerda quando todas as outras viram à direita.

Ainda hoje sigo esse dogma. Segue-o o meu cabelo, o meu percurso profissional, a minha paixão pelo FC Porto, o meu amor por carros clássicos, o meu background académico. Enfim… Onde é que já se viu uma gaja madeirense apaixonada pelo FC Porto com um Fiat 850 Sport Coupe de 1970 (menina dos meus olhos) com um mestrado em engenharia eletrotécnica no Técnico cujos últimos penteados passaram por cabeça quase completamente rapada e um pixie loiro platinado.

Fiz o meu primeiro piercing na sobrancelha. Não tão avançado na escala da loucura como o piercing na língua, mas aí está um local que jamais faria. Jamais farai algo de minha livre e espontânea vontade que me imponha restrições alimentares (o combo sopas/sumos é só para quando estou doente ou com os canos entupidos).
A única reação que realmente contava para o Totobola era a dos meus pais. Imaginem lá esta ente a chegar à ilha vinda dum primeiro semestre na faculdade em Lisboa com duas cadeiras apenas no bolso, mas com uma pequena adição: um piercing. A minha mãe nem fez muito caso. Acho que o cérebro entrou em modo "vejo apenas aquilo que quero ver". O meu pai disse algo que jamais esquecerei "Porquê fizeste tal coisa? Isso dos piercings é para pessoas não muito bonitas que querem chamar a atenção". Obrigada pai, mesmo que tenhas uma opinião enviesada. Não, não é um pedido de ajuda disfarçado. Trata-se apenas de exprimir a maneira com a qual me quer apresentar ao mundo. Sim, sou um pouco rebelde, mas isso nunca fez mal a ninguém. É quem eu sou. Mas admito que o bichinho de ter feito algo “proibido” teve um peso q.b. na minha decisão. Denoto influência de uma década num colégio de freiras.

Acompanhando os blogues de moda e os editoriais de moda e os Instagrams da malta rica e famosa não é que os piercings agora estão na moda?! Adoro ver as orelhas forradas com piercings fora do normal. Adoro ver os narizes transformados em focinhos de touro (não estou a ser irónica, gosto mesmo do toque bovino da coisa). Adoro piercings nos mamilos (não teria coragem, mas acho sexy). Os piercings na língua é que já não me fascinam tanto nem os piercings no umbigo (quase que me esquecia que estes foram já alvo de uma moda maluca à la Britney Spears; se calhar enjoei de ver em tudo o que era umbigo).
Os piercings encaixam perfeitamente com as novidades das casas de moda. Devorei a nova coleção para o frio que aí vem de Nicolas Ghesquière pela Louis Vuitton onde os piercings assentam que nem uma luva no estilo rock/gótico.

However, é tudo muito bonito e os preços dos piercings simplesmente dispararam. Sim, estou em Londres, mas mesmo tendo em conta câmbios e inflações e euros é mesmo muito caro muito mais do que nos meus tempos de faculdade. De qualquer forma, aventurei-me (poupei uns trocos, quero eu dizer) a voltar a fazer mais um piercing na orelha (já perdi a conta a quantas vezes furei e “refurei” a orelha). Mas desta vez queria algo diferente, algo que por si só alimenta a minha orelha. Decidi fazer um rook (nas fotos abaixo a sua localização). E fi-lo também por adorar o tipo de joalharia que mais se enquadra neste spot. Decidi ir a um dos melhores locais de Londres, a Maria Tash. Vinda dos States, instalou-se nos armazéns da Liberty (no próximo mês irei partilhar os meus locais eleitos para fazer compras nesta época natalícia). Podem dar uma espreitadela ao novo inquilino da minha orelha nas fotos abaixo (não, não doeu nadica de nada!).

Como mulher descomplicada que sou, adoro de manhã não ter que me preocupar com “quais os brincos e colares que melhor se enquadram na minha indumentária”. Um simples piercing para mim faz toda a diferença quando a peça de joalharia é escolhida acertadamente. É isto a moda. São os detalhes que nos fazem diferenciar da multidão.

E agora perguntam vocês, porquê levar com uma agulha na orelha, sofrer dores horríveis (overrated minhas caras) e ter que dormir sempre do lado contrário da coisa (chato, é verdade)? Por que aquela sensação de voltarmos à adolescência faz-nos sentir um pouco mais vivas. Por que a memória de fazer o meu primeiro piercing naquela sala pequena do Bad Bones nunca se esvanecerá. Até mesmo quando as minhas orelhas estiverem tão dependuradas que já parecem lençóis no estendal a secar.



Objeto de desejo do mês
Caligraphy Tote Bag by Liberty London
(na imagem a mala customizada com a letra do meu nome)



Trendsetter do mês
Iris Apfel
(tomara eu chegar à idade desta senhora com esta genica e savoir faire)


Tatiana Pina Mendes

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

OUR FASHION TIPS #7

Folhos

Os frutos do meu último texto bateram-me como os 3-1 do jogo do Sporting com o Rio Ave (a ser irónica; sou portista de coração e só quero que o Espirito Santo vá para casa de patins). A nossa sociedade encontra-se cheia de cabeças, ditas, cultas cujos propósitos passam por apenas opinar sobre as vidas alheias de forma cruel, sem substância e de forma leviana. A minha filosofia de vida passa por dois importantes lemas que definem os limiares das minhas ações: risco do planeta pessoas que agem de forma com a qual jamais agiria com elas e faço aquilo com o qual me sinto bem e os outros que se lixem (este último veio aos poucos com o avançar da idade). Porém, no meio disto tudo, encontrei alento e propósito nas minhas palavras. Acredito piamente no poder de empowerment que as mulheres podem provocar umas nas outras. E não vou desistir do broadcast das minhas palavras (se calhar seria melhor em multicast? Piada de engenheiro! Can’t help it!). Quero tentar diminuir a quantidade de palavras maldosas, afiadas como punhais, desnecessárias, ocas e parvas. Já chega de mal no mundo.

Dando seguimento à palavra empowerment, quero este mês partilhar o que acho que são as melhores tendências para este Outono/Inverno, após folhear páginas e páginas das minhas revistas preferidas (pendo sempre para a Vogue e para a Marie Claire). Quero que todas as mulheres se sintam bem, confortáveis nos seus pneus e estrias e pernas sem celulite. Sim, porque as ditas mulheres reais vêm em todas as formas e feitios. Haja saúde e o resto bola para a frente.

Estou mesmo entusiasmada com a roupa da nova estação. Sou da Madeira, adoro o Verão, mas não há nada como a construção dos vários layers da roupa mais quentinha (coisa tão estranha como chegar à ilha e não beber logo uma poncha de penalti). Adoro o regresso dos casacos de ganga (quem nunca os teve na adolescência!), adoro os padrões florais, adoro a customização das peças, adoro os folhos (ADORO os folhos, chamem-me de pirosa!) e adoro o uso do amarelo torrado (forma versátil de fugir aos meus queridos pretos) e o estilo sporty chic. Porém continuo a preterir os bombers (abuso dos bikers como abuso dos salt caramel fudges, do The Great British Bake Off e do Escale aux Marquises da Dior) e não consigo gostar de veludos (digam o que disseram e embelezem como quiserem, não gosto).

As casas com as quais mais me identifico são os suspeitos do costume: Louis Vuitton, Gucci, Chloé, Moschino e Stella McCartney com uma novidade: Victoria Beckham. Sim, a mulher do David Beckham como muitos a chamam. Para mim, a estilista e outrora cantora (às vezes...) das Spice Girls. O que me leva a umas belas memórias de adolescência. Sempre preferi a Posh Spice (talvez por ser morena já que estes presuntos madeirenses em nada se comparam com as pernocas da Victoria). Ainda me lembro das intermináveis tardes na sala em casa dos meus pais com as minhas amigas a (tentar) imitar as Spice Girls. Não erámos la grande coisa como devem calcular...

Seguem alguns exemplos de como o sitio do costume, a Zara, toca as tendências da passerelle. Com um pouco de equilíbrio orçamental conseguimos assim aproximarmo-nos de Nova Iorque, Londres, Paris e Milão.

Have fun, as always, and express yourself (obrigada Madonna).





Objeto de desejo do mês
Botas Louis Vuitton (again...)



Trendsetter do mês
Victoria Beckham


Tatiana Pina Mendes
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