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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

OUR FASHION TIPS #11

Chapéus há muitos…
Escolhe o teu e usa-o orgulhosamente.

Adoro chapéus. Adoro beanies. Adoro bonés de basebol. Mas não sei porquê, às vezes falta-me a confiança para os usar.

Mas não pensem que não os uso. Os beanies são tão essenciais como as minhas cuecas (estou a tentar deixar crescer o cabelo; estou agora numa fase muito estranha na qual não sei bem o que fazer com o meu cabelo nem o que lhe chamar; e o meu cabelo ao acordar é o suficiente para um pedido de divórcio já que parece que passou uma tempestade pela minha cabeça durante a noite).

De qualquer forma, impõe-se uma nova resolução de Ano Novo (será que ainda vou a tempo?) Tenho de começar a usar os meus chapéus mais assiduamente. Os chapéus são um fashion statement. Fazem com que sobressaias no meio da multidão como podem fazer com que desapareças no meio dela (os beanies ou os bonés são acessórios vitais para qualquer ator/atriz que contracene nos grandes filmes de espiões).

É mesmo impressionante observar como os chapéus evoluíram ao longo dos tempos. Fizeram sempre parte da personalidade e da profissão de cada um. É também curioso como diferentes partes do mundo usam diferentes tipos de chapéus. Os nossos chapéus de Bali são um dos nossos pertences mais queridos. Eles são usados pelos agricultores de arroz para se protegerem do sol e da chuva. O nosso guia comprou-nos dois chapéus de um vendedor local e agora estes dormem na parede do nosso quarto. Não para nos proteger do sol, mas para nos proteger da perda das nossas memórias do tempo inacreditável que passámos em Bali. Não consigo parar de recomendar a ida a Bali. É uma ilha de uma beleza contagiante (não chega aos pés da minha Madeira, porém).

Um dia ao passear pelo mercado de Portobello Road (uma das minhas muitas e usuais passeatas), deparei-me com uma simpática bancada cheia de chapéus originais. A vendedora envergava um deles pelo qual apaixonei-me logo. Acabei por comprar logo dois (obrigada maridão). E daí começou a minha paixão.

É tão mais fácil comprar chapéus cá em Londres. Muito mais oferta, muito mais mentes abertas para aceitar estes acessórios statement. A rapaziada destas bandas não faz farinha com os chapéus. Basta olhar para as corridas de Ascot e para os casamentos das celebridades cá do sítio. Lembro-me bem de quando ao entrar no comboio, no regresso a casa do trabalho em Bracknell (minhas queridas viagens diárias, não tenho saudades nenhumas vossas), e não consegui arranjar um lugar sentada neste mar de chapéus. Uma bruma de penas e purpurinas tinham invadido o meu monótono comboio da South West Trains.


Existe um chapéu para todos. Basta escolher, envergar com orgulho e bola para a frente que a moda é mesmo isto, é experimentar e se divertir. A vida é demasiado curta para alisar o cabelo todos os dias. You go cabelo acabada-de-acordar-pareço-o-Hagrid-do-Harry-Potter (não te preocupes maridão, terei sempre um chapéu na mesa de cabeceira pronto para tapar a juba).

Tatiana Pina Mendes

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There are plenty of hats out there…
Choose yours and be proud of it.

I love hats. I love beanies. I love baseball caps. But I don’t know why, sometimes I just lack the confidence to wear them.

Don’t get me wrong, beanies are just as essential as my knickers (trying to grow my hair out, I am now in the middle of an awkward stage that I don’t know quite what to call it or what to do with it; and my bed hair is just horrible i.e. a storm hit me during my sleep).

Either way, another new year’s resolution (can I still do one?) To wear my hats more often. They do make a statement. They make you stand out of the crowd, as they can just blend you right in and disappear (as in beanies or baseball caps; if you have seen any great spy movies you will know what I mean). Oh, the power of accessories.

It’s amazing to see how hats evolved though different times and ages. They were always part of one’s personality and profession. It is also curious to see how different parts of the world wear different types of hats. One of our most prized possessions are our Bali hats. They are used by the rice farmers to protect them from the sun. Our driver bought our hats from a local seller and they sleep on our bedroom wall protecting us not from the sun but from not forgetting the amazing time we had in Bali. I cannot stop from praising the beauty of that island (though it does not match the beauty of my home island, Madeira).

One day strolling at the Portobello Road market (as any other day), I walked onto this nice and friendly-looking stall where they had the most amazing hats. The lady selling the hats was wearing one to which I fell in love with. Ended up buying two (thank you my dear husband).

So much easier to buy hats here in London. So much more offer, so much more open-mindedness to accept these statement accessories. These guys mean business with their hats. Just look to Ascot races and to all the celebrities’ weddings. I can still remember walking in on the train back home when returning from Bracknell (my dear commute, how I do not miss you a bit) and I could not get a seat on this sea of hats. A mist of feathers and glitter invaded my monotonous South West train.

There is a hat for everyone out there. Go ahead and have fun with it. Life is too short for straighteners very single day. Go bed hair, go (don’t worry husband, I will always have a hat on my bedside table).




Trendsetter do mês // Trendsetter of the month
Serena Williams



Objeto de desejo do mês // Lust item of the month
Louis Vuitton Saumur bag


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

OUR FASHION TIPS #8

Já me foram ao bolso…
Não é que agora os preços dos piercings aumentaram?!

Ainda me lembro de quão pequeno era o antigo Bad Bones. Aquele que não era ainda uma moda. Ainda me lembro das reações que um pequeno pedaço de metal provocou nas cabeças alheias. Ainda me lembro das palavras, algumas ofensivas, sim, e ainda me lembro de como me senti livre pela primeira vez. Não é que a nossa liberdade possa ser medida por este simples e insignificante acontecimento. Mas foi a primeira vez que expressei o meu verdadeiro eu. Um eu que não segue carneiradas e que luta por ser sempre a ovelha que vira à esquerda quando todas as outras viram à direita.

Ainda hoje sigo esse dogma. Segue-o o meu cabelo, o meu percurso profissional, a minha paixão pelo FC Porto, o meu amor por carros clássicos, o meu background académico. Enfim… Onde é que já se viu uma gaja madeirense apaixonada pelo FC Porto com um Fiat 850 Sport Coupe de 1970 (menina dos meus olhos) com um mestrado em engenharia eletrotécnica no Técnico cujos últimos penteados passaram por cabeça quase completamente rapada e um pixie loiro platinado.

Fiz o meu primeiro piercing na sobrancelha. Não tão avançado na escala da loucura como o piercing na língua, mas aí está um local que jamais faria. Jamais farai algo de minha livre e espontânea vontade que me imponha restrições alimentares (o combo sopas/sumos é só para quando estou doente ou com os canos entupidos).
A única reação que realmente contava para o Totobola era a dos meus pais. Imaginem lá esta ente a chegar à ilha vinda dum primeiro semestre na faculdade em Lisboa com duas cadeiras apenas no bolso, mas com uma pequena adição: um piercing. A minha mãe nem fez muito caso. Acho que o cérebro entrou em modo "vejo apenas aquilo que quero ver". O meu pai disse algo que jamais esquecerei "Porquê fizeste tal coisa? Isso dos piercings é para pessoas não muito bonitas que querem chamar a atenção". Obrigada pai, mesmo que tenhas uma opinião enviesada. Não, não é um pedido de ajuda disfarçado. Trata-se apenas de exprimir a maneira com a qual me quer apresentar ao mundo. Sim, sou um pouco rebelde, mas isso nunca fez mal a ninguém. É quem eu sou. Mas admito que o bichinho de ter feito algo “proibido” teve um peso q.b. na minha decisão. Denoto influência de uma década num colégio de freiras.

Acompanhando os blogues de moda e os editoriais de moda e os Instagrams da malta rica e famosa não é que os piercings agora estão na moda?! Adoro ver as orelhas forradas com piercings fora do normal. Adoro ver os narizes transformados em focinhos de touro (não estou a ser irónica, gosto mesmo do toque bovino da coisa). Adoro piercings nos mamilos (não teria coragem, mas acho sexy). Os piercings na língua é que já não me fascinam tanto nem os piercings no umbigo (quase que me esquecia que estes foram já alvo de uma moda maluca à la Britney Spears; se calhar enjoei de ver em tudo o que era umbigo).
Os piercings encaixam perfeitamente com as novidades das casas de moda. Devorei a nova coleção para o frio que aí vem de Nicolas Ghesquière pela Louis Vuitton onde os piercings assentam que nem uma luva no estilo rock/gótico.

However, é tudo muito bonito e os preços dos piercings simplesmente dispararam. Sim, estou em Londres, mas mesmo tendo em conta câmbios e inflações e euros é mesmo muito caro muito mais do que nos meus tempos de faculdade. De qualquer forma, aventurei-me (poupei uns trocos, quero eu dizer) a voltar a fazer mais um piercing na orelha (já perdi a conta a quantas vezes furei e “refurei” a orelha). Mas desta vez queria algo diferente, algo que por si só alimenta a minha orelha. Decidi fazer um rook (nas fotos abaixo a sua localização). E fi-lo também por adorar o tipo de joalharia que mais se enquadra neste spot. Decidi ir a um dos melhores locais de Londres, a Maria Tash. Vinda dos States, instalou-se nos armazéns da Liberty (no próximo mês irei partilhar os meus locais eleitos para fazer compras nesta época natalícia). Podem dar uma espreitadela ao novo inquilino da minha orelha nas fotos abaixo (não, não doeu nadica de nada!).

Como mulher descomplicada que sou, adoro de manhã não ter que me preocupar com “quais os brincos e colares que melhor se enquadram na minha indumentária”. Um simples piercing para mim faz toda a diferença quando a peça de joalharia é escolhida acertadamente. É isto a moda. São os detalhes que nos fazem diferenciar da multidão.

E agora perguntam vocês, porquê levar com uma agulha na orelha, sofrer dores horríveis (overrated minhas caras) e ter que dormir sempre do lado contrário da coisa (chato, é verdade)? Por que aquela sensação de voltarmos à adolescência faz-nos sentir um pouco mais vivas. Por que a memória de fazer o meu primeiro piercing naquela sala pequena do Bad Bones nunca se esvanecerá. Até mesmo quando as minhas orelhas estiverem tão dependuradas que já parecem lençóis no estendal a secar.



Objeto de desejo do mês
Caligraphy Tote Bag by Liberty London
(na imagem a mala customizada com a letra do meu nome)



Trendsetter do mês
Iris Apfel
(tomara eu chegar à idade desta senhora com esta genica e savoir faire)


Tatiana Pina Mendes

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

OUR FASHION TIPS #7

Folhos

Os frutos do meu último texto bateram-me como os 3-1 do jogo do Sporting com o Rio Ave (a ser irónica; sou portista de coração e só quero que o Espirito Santo vá para casa de patins). A nossa sociedade encontra-se cheia de cabeças, ditas, cultas cujos propósitos passam por apenas opinar sobre as vidas alheias de forma cruel, sem substância e de forma leviana. A minha filosofia de vida passa por dois importantes lemas que definem os limiares das minhas ações: risco do planeta pessoas que agem de forma com a qual jamais agiria com elas e faço aquilo com o qual me sinto bem e os outros que se lixem (este último veio aos poucos com o avançar da idade). Porém, no meio disto tudo, encontrei alento e propósito nas minhas palavras. Acredito piamente no poder de empowerment que as mulheres podem provocar umas nas outras. E não vou desistir do broadcast das minhas palavras (se calhar seria melhor em multicast? Piada de engenheiro! Can’t help it!). Quero tentar diminuir a quantidade de palavras maldosas, afiadas como punhais, desnecessárias, ocas e parvas. Já chega de mal no mundo.

Dando seguimento à palavra empowerment, quero este mês partilhar o que acho que são as melhores tendências para este Outono/Inverno, após folhear páginas e páginas das minhas revistas preferidas (pendo sempre para a Vogue e para a Marie Claire). Quero que todas as mulheres se sintam bem, confortáveis nos seus pneus e estrias e pernas sem celulite. Sim, porque as ditas mulheres reais vêm em todas as formas e feitios. Haja saúde e o resto bola para a frente.

Estou mesmo entusiasmada com a roupa da nova estação. Sou da Madeira, adoro o Verão, mas não há nada como a construção dos vários layers da roupa mais quentinha (coisa tão estranha como chegar à ilha e não beber logo uma poncha de penalti). Adoro o regresso dos casacos de ganga (quem nunca os teve na adolescência!), adoro os padrões florais, adoro a customização das peças, adoro os folhos (ADORO os folhos, chamem-me de pirosa!) e adoro o uso do amarelo torrado (forma versátil de fugir aos meus queridos pretos) e o estilo sporty chic. Porém continuo a preterir os bombers (abuso dos bikers como abuso dos salt caramel fudges, do The Great British Bake Off e do Escale aux Marquises da Dior) e não consigo gostar de veludos (digam o que disseram e embelezem como quiserem, não gosto).

As casas com as quais mais me identifico são os suspeitos do costume: Louis Vuitton, Gucci, Chloé, Moschino e Stella McCartney com uma novidade: Victoria Beckham. Sim, a mulher do David Beckham como muitos a chamam. Para mim, a estilista e outrora cantora (às vezes...) das Spice Girls. O que me leva a umas belas memórias de adolescência. Sempre preferi a Posh Spice (talvez por ser morena já que estes presuntos madeirenses em nada se comparam com as pernocas da Victoria). Ainda me lembro das intermináveis tardes na sala em casa dos meus pais com as minhas amigas a (tentar) imitar as Spice Girls. Não erámos la grande coisa como devem calcular...

Seguem alguns exemplos de como o sitio do costume, a Zara, toca as tendências da passerelle. Com um pouco de equilíbrio orçamental conseguimos assim aproximarmo-nos de Nova Iorque, Londres, Paris e Milão.

Have fun, as always, and express yourself (obrigada Madonna).





Objeto de desejo do mês
Botas Louis Vuitton (again...)



Trendsetter do mês
Victoria Beckham


Tatiana Pina Mendes

terça-feira, 23 de agosto de 2016

OUR FASHION TIPS #6

Curvas, avante


Uma das principais diretivas de como encontrar inspiração para escrever passa por abrir os sentidos a tudo o que se desenrola à nossa volta, especialmente nos sítios mais inesperados. Eis que nunca esperei encontrá-la ao ler a secção de comentários num post do Facebook, eis que nunca esperei encontrá-la ao ler comentários do mais retrogrado possível de bocas de pessoas que se intitulam do mais vanguardista do bairro.

A liberdade das mulheres foi alcançada a muito custo, e felizmente a nossa religião não nos prende como muitas fazem. Nós mulheres temos de nos unir, parem de nos deitar ao chão com estes comentários mesquinhos. Cada uma de nós é linda à sua maneira.

Tudo o que é pelo no meu corpo fica eriçado (e olhem que eu sou peluda, obrigada querido pai) quando leio que as meninas de corpos reboliços devem esconder os seus pneus na praia e que esta querida comentadora tapa os seus, intitulando que o ato de os mostrar provoca poluição visual. Ora bem, digo-lhe que triste deve ser o seu Verão e digo-lhe também outras palavras as quais são acompanhadas de bolinha vermelha (acabou-se-me a tinta da minha Bic).

Apetece-me então escrever sobre lingerie e de como qualquer mulher, do mais magra ao mais reboliça, pode sentir-se bem e sexy na sua pele. Deitem fora as regras da moda que ditam o que fica bem ou o que fica mal consoante o número de pneus que possuamos. Não suporto comentários de que só as ditas meninas modelos podem usar biquínis do mais cavado que há. Digo-vos isto sendo uma das meninas que muito orgulho tem dos seus pneus. Obrigada queridas pernas, aka presuntos madeirenses, por me permitirem explorar o mundo, e obrigada querida barriga, aka função seno (you engineers will get me!), por me fazeres lembrar do belo jantar que ofereci ao maridão este passado mês de Abril no restaurante Le Meurice em Paris (mais um item da bucket list riscado!).

E digo-vos isto também. Quando mostro as minhas curvas na praia não o faço para os olhares alheios, mas faço-o por mim porque quero e porque posso. Se não querem olhar não olhem, e se olham e não gostam do que vêem temos pena, olhem para o lado e guardem os vossos comentários para vós próprios. Sim, quero usar a mesma lingerie que a Sara Sampaio usa, temos pena. Volto a reforçar, porque quero e porque posso.

Ora bem, voltando ao tema lingerie. Nunca lhe liguei muito. Comprava aquelas cuecas que vêm em pacotes de trezentas de uma vez só, todas iguais em formato, mas de cores diferentes, e baratinhas como só elas. Mas com o passar da idade, e porque já não sou a única a olhar para a minha lingerie, iniciei a minha pesquisa por formas mais sexy, mas sem nunca descuidar a comodidade (minhas queridas cuecas da avó, não há nada que vos bata).

Divido a minha lingerie em duas secções, a do dia a dia em que a comodidade é essencial e aquela que é só para o maridão. Adoro as cuecas da Victoria’s Secret, mas em versão um pouco mais conservadora do que o nome indica. Adaptam-se para todo o tipo de roupa e pneus. Confesso que não gosto de ver as linhas das cuecas através da roupa (não tenho de olhar para quem as tenha, mas não me sinto confortável na minha pele quando isso acontece).

Passando para o tema dos soutiens, aí a historia é completamente diferente. Por azar dos azares (ou por sorte das sortes, depende da roupa e dos dias) tenho um peito pequeno por isso abuso dos soutiens de renda sem armações. Acho que ficam sexy quando soutiens pretos se notam debaixo de uma camisa branca de seda, ou mesmo quando os usamos com um top, quando pensamos que só um soutien caicai se adequa (nada lisonjeador para quem tem peito pequeno, by the way), existindo uns modelos lindos com umas costas super originais. E adoro o contraste de cores soutien vs roupa. Por que não usar um top de renda branco com um soutien preto sexy? Ou, por que não usar uma camisa de seda verde esmeralda com um soutien de renda azul cobalto? E por que não usar um bodysuit? Confesso que estou cada vez mais adepta dado o seu facilitismo de não ter que abrir totalmente os olhos de manhã à procura dumas cuecas que condigam minimamente com o soutien...

Divirtam-se a escolher lingerie, abusem da cor e usem o que quiserem, o que vos faz sentir bem e empowered para enfrentar o dia!




Objeto de desejo do mês
Botas Louis Vuitton


Trendsetter do mês
Maria (@pilotmaria)
Porque mesmo de farda influencia-nos no modo como encara a vida: always with a smile.


Tatiana Pina Mendes

segunda-feira, 18 de julho de 2016

OUR FASHION TIPS #5

Camadas de tule

O dia em que todos os frufrus e renda e laços e folhos e camadas de tule são aceitáveis, quase mandatários. Não que eu goste de excessos (minto, gosto de alguns excessos não excessivos, se me entendem) mas neste dia tudo é permitido desde que quando ao se olharem no espelho soltem os ais e as lágrimas de quem cujas fundações foram abaladas como se tivessem levado com uma onda surfada pelo McNamara. Não que eu tivesse padecido de tal, mas confesso que não esquecerei a minha primeira prova. 

A minha mãe segredou-me “Leva o teu pai para te ver vestida agora. Já conheces o teu pai, sabes que ele não mostra muito as emoções, mas eu suspeito que ele não consegue aguentar tudo no mesmo dia...”. Lá satisfiz as ordens do general lá de casa vindas dos seus pequeninos 1,60m de altura (lá em casa a malta é toda esticada) e não é que tinha razão. Não me esquecerei da expressão do meu pai, não chorou, mas os olhos dele iluminaram-se de tal maneira que soube naquele momento que tinha escolhido o vestido e o marido certos. Em certa parte, este brilho também esboçava o contentamento de passar o testemunho ao Rui. “Coitado, nem sabe onde se está a meter...” deve ter pensado o senhor meu pai.

Tenho lido ultimamente muitos artigos sobre vestidos para convidados de casamento por isso achei por bem fazer um artigo sobre vestidos para quem interessa, as noivas. Confesso que mesmo após possuir uma aliança no meu anelar esquerdo há quase três anos ainda compro revistas de noivas e leio tudo o que é fofoquices dos casamentos das estrelas (não as que estão no céu, aquelas que estão nas constelações do Instagram e do Facebook na galáxia de Hollywood).

Quando andei nas pesquisas para o meu vestido elaborei uma lista de características que este teria de possuir: original, divertido e informal. O meu querido marido é perito em fazer pesquisas e comparações e lê tudo o que são reviews (não tenho paciência para tal, mas, surpresa, os opostos atraem-se) e não é que também andou a fazer pesquisas? E para culminar elaborou-me uma lista dos que gostava mais? E para culminar dos culminares (já estou para lá do topo do monte Evereste) não é que o vestido que me aqueceu a alma, que me encheu as medidas e que me deixou com uma cintura de vespa foi o preferido dele?
Foi o primeiro e único vestido que experimentei. Foi com esse vestido que entrei na igreja de braço dado com o meu querido pai e com o qual o queixo do meu marido ficou no chão (espero que sim, confesso que com tantas emoções acho que nem olhei para ele e só reparei nos pormenores de decoração para ter a certeza que tudo estava como nos meus planos).

Adoro os vestidos de noiva da Rosa Clará (sou suspeita já que comprei lá o meu). As minhas escolhas vão desde, no espectro dos sonhos, Elie Saab, Giambattista Valli, Valentino, Temperley London e Vera Wang (e não me posso esquecer daquele Vivienne Westwood da nossa Carrie do “Sexo e a Cidade”) até escolhas mais acessíveis, mas sem deixar de serem incríveis, como a Self-Portrait, Maje, Monsoon, Asos e até uma H&M, porque não? Cada vez mais os casamentos se despem de convenções (iupi!!) bem como os vestidos. Aproveitem estes tempos modernos, como dizia a minha avó, e divirtam-se na faixa menos convencional, façam escolhas arrojadas e originais. A quem se encontra no meio deste oceano de vestidos declaro a minha inveja. Maridão, podemos casar de novo?!
PS – Sonho meu que envergonhadamente confesso: ser uma das noivas do programa de TV “Say Yes to the Dress”!! Não que eu veja o programa em avalanche, episódio atrás de episódio agarrada ao balde de gelado de peanut butter do Marks & Spencer... Não, nada disso.

 Frufrus de sonho

Frufrus amigos do bolso


Objecto de desejo do mês
Love Bracelets da Cartier




Trendsetter do mês
Stella McCartney


Tatiana Pina Mendes

segunda-feira, 20 de junho de 2016

OUR FASHION TIPS #4

Parafernália de uma veraneante

Regressada de umas belas férias numa das minhas estações base, Lisboa, e ainda com um belo bronze a acompanhar (1/3 ficou já pelo caminho graças ao belo Outono londrino de Junho, mas é rapidamente elevado exponencialmente quando sou brindada, ao entrar no meu salão de bairro para arranjar as minhas unhas, e o meu bigode, com um “ Oh my God, estás tão morena! Nunca consigo ficar assim no meu solário! Qual é o teu solário? Onde vais?” Caparica, babe. Caparica…), achei por bem expôr algumas das minhas preocupações relativas ao famoso tema tipo de corpo vs tipo de biquíni/fato de banho.

Ora bem, aqui vão elas: esqueçam tudo o que já leram nas revistas de moda/bem-estar (as tais que numa página falam em como amar o teu corpo tal e qual como é e na página seguinte listam os passos para uma dieta que te dará um corpo de praia perfeito...). Atenção, adoro estas revistas, os seus editoriais de moda e alguns dos seus artigos de opinião, mas infelizmente, por vezes, sucumbem às pressões de uma sociedade encalhada na visão 86-60-86.

Graças à minha herança genética do lado do meu querido pai possuo umas graciosas, belas e generosas curvas traseiras que me permitem sentar confortavelmente em qualquer tipo de piso (dá muito jeito acreditem!) e umas belas pernocas com uma pitada de bolas de Berlim, queijo da Serra e paio e com celulite q.b. e, pasmem-se, meti-me num belo biquíni da Cantê Lisboa (sim, aqueles cujos anúncios são feitos por meninas cujos dicionários não contêm celulite como vocábulo). Um LINDO biquíni super cavado, super arejado, super on trend, super cheio de tiras e acessórios e laços (os quais demorei mais de 3 horas a perceber onde se colocavam e quase que precisava de manual de instruções para a coisa, e sim, o meu bronze às riscas na barriga é muito original, mas 100% não arrependida de me passear com o meu belo biquíni) e super adequado para todos os tipos de corpo. Todos mesmo.

É verdade que o dito cujo enfiava-se no sítio que nós cá sabemos quando corria de um lado para o outro a jogar ténis de praia com o maridão, qual Djokovic. Mas os biquínis da Cantê são o máximo, adoro-os a todos, símbolos do que o Verão é para mim: diversão, pele à mostra, arriscar o que não arriscamos o resto do ano e descontração.

Amem o vosso corpo, tratem de vós, cuidem da vossa saúde física e psicológica e divirtam-se com a minha seleção de biquínis. Gostam do que vêem? Então go for it, usem e abusem, não se preocupem com os julgamentos dos outros (no fundo é só inveja de não possuírem a coragem de serem quem são e não se preocuparem com as aparências), com os estereótipos da sociedade e desfilem na praia mais perto de vocês.

Tatiana Pina Mendes




Objeto de desejo do mês
Bomber Gucci


Trendsetter do mês
Ashley Graham




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segunda-feira, 30 de maio de 2016

OFF SHOULDERS

Apesar de não ter qualquer tipo de formação na área, adoro moda, desde que me lembro. Hoje vou partilhar a minha tendência preferida desta estação, "off shoulders".

Off shoulders não é o típico cai-cai, de que também gosto muito. Mas agora os ombros "destapados" surgem de uma forma renovada... muitas vezes com mangas ou pedaços de manga. Em túnicas mais curtas ou mais compridas, vestidos e até macacões. As opções para este Verão são mais que muitas.

Fiz uma seleção de alguns dos meus looks preferidos da LovelyPepa para vos mostrar. Selecionei também alguns vestidos da Zara que seguem esta tendência. Espero que vos sirva de inspiração. Eu fiz a primeira compra na semana passada e já tive oportunidade de usar ontem no dia da Primeira Comunhão do Manel (primeira imagem).

Mónica









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segunda-feira, 16 de maio de 2016

OUR FASHION TIPS #3

White

Olhando para o meu roupeiro (ou como se diz na Madeira, o meu vestuário) há uma nota predominante (sim, a desarrumação, mas isso depende da ótica do observador... É mais uma espécie de desarrumação organizada!): o branco. 
Por mais voltas que dê às Zaras da vida acabo sempre por me abastecer de branco. Independentemente das tendências, de me fazer mais gorda ou não (acho mais que a pizza de ontem contribuiu para isso, mas sim digamos que a cor é que me faz mais gorda), de se sujar rapidamente e de marcar tudo o que é defeito (obrigada querida celulite...) adoro vestir peças brancas.

Lembro-me jovem de chegar ao liceu com as minhas calças brancas (as minhas favoritas!) e de esse facto ser considerado como início do Verão pelos meus colegas (que por sinal não percebiam nada de moda...). Mal o sol aparecia e mal os termómetros marcavam 25 graus lá estava eu de calça branca! Sim, 25 graus! Na Madeira todo o ano é Verão, mas quem lá vivia tinha de inventar estações para tornar a coisa mais interessante. As nossas estações tinham deltas de 2/3 graus, no máximo, entre elas, mas mesmo assim conseguíamos arranjar desculpa para vestir uma camisola "Ah e tal, isto está mesmo fresquinhe vizinha, ouvi na RTP Madeira esta manhã que hoje a máxima eram 22 graus. O Inverne está chegande...".

Voltando ao espaço sagrado do meu roupeiro, onde o meu santo marido terá apenas 1/10 do espaço total, deverei possuir indumentárias brancas às paletes (obrigada Gato Fedorento) pois o branco é mesmo a cor mais versátil de todas.
Trato a cor de RGB 255,255,255 como uma tela em branco em que posso brincar com os acessórios como quiser e me apetecer, abusando na cor como se não houvesse amanhã.
O branco facilita também a tarefa de me vestir de manhã quando ainda estou com um olho aberto e o outro fechado com todas as minhas células a gritarem “Mete a Nespresso a aquecer!!”.
Seguem algumas sugestões de descomplicómetros de roupeiro para todas as situações. Espero que torne a tarefa de vestir pela manhã mais fácil e que finalmente consigamos dizer chegou o Verão. Chegou a sangria. Chegou a sardinha. Chegou o pôr-do-sol na praia. Chegou o gin tónico à beira da piscina. E chegou finalmente o tempo de regressar temporariamente a casa.

Tatiana Pina Mendes




Objeto de desejo do mês
Sandálias Dior



Trendsetter do mês
Marta Rebelo



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segunda-feira, 18 de abril de 2016

OUR FASHION TIPS #2

Não há dia que passe que não adicione mais um par de sapatos à minha wishlist, abençoado seja o meu bolso e o meu marido por me aturar e por digerir os incontáveis adjetivos que encontro para substanciar tal famigerada paixão por uns Dior extremamente versáteis que dão com tudo e que me fazem ficar com umas pernas mais alongadas (ao que responde o meu marido “Sim, porque tu és baixa!” não sou by the way, meço 1,73m mas facto este completamente irrelevante para o meu argumento na altura...).

Eu bem tento encontrar de tudo para justificar tal prazer que é adicionar uns sapatos à minha ainda embrionária coleção. E diga-se de passagem que não consigo andar de saltos altos em linha reta sem me queixar que me doem os joanetes (não os tenho, ainda, mas de certeza que até os meus imaginários me ficam a magoar sustentados por 11 cm de salto agulha...) e que adoro, repito, adoro ténis quais statement de moda que uso e abuso no suposto casual-day aqui no office (sou a única a arriscar e trazer uns adidas amarelos nesta terra feita de uma grande amálgama de culturas mas que afinal ainda consegue olhar de lado para quem arrisca sair um pouco à regra... Mas tal não acontece no metro de Londres, meio de transporte o qual dava para encher páginas e páginas com o que já vi e presenciei com os meus olhinhos que a terra há-de comer).

Decidi então facilmente o tema deste meu segundo post. Descansem que não será só este post que escreverei sobre sapatos, mas achei por bem começar por um singelo manual dos meus must-haves. Trata-se apenas da minha lista de desejo (preciso de criar listas para tudo, sou uma pessoa cujos ponteiros da ansiedade andam sempre na redline e preciso sempre de ter um plano, de ter um objetivo, de ter algo escrito tin tin por tin tin do que tenho de fazer), e ajuda-me a não andar que nem uma doida na Zara à procura de tudo o que é sandália e depois chego a casa e afinal não era bem aquele rosa que diz com o rosa da minha saia...

Sim, tenho de ter estes sapatos todos e não, não da para cortar cantos. Todas as ocasiões pedem por uns sapatos apropriados (sim marido, definitivamente que sim!). Sim, podem chamar-me de maluca, mas este é um dos meus vícios e tenho a certeza que não estou sozinha neste barco. E o que seria da vida se não podemos ter os nossos vícios? Seria como uns Louboutin sem as solas vermelhas, sem alma.


PS – Os sapatitos Go Crazy da última imagem, obviamente e infelizmente, não serão para os bolsos de todos os comuns mortais, daí o seu titulo, mas se estão numa de once in a lifetime momento Sex and the City (you go for it girl!) espero que vos inspire (e aos vossos maridos/namorados/parceiros também!).

Tatiana Pina Mendes











Objeto de desejo do mês
Mala Peekaboo da Fendi




Trendsetter do mês
Candela Novembre
https://www.instagram.com/candelanovembre/




segunda-feira, 21 de março de 2016

OUR FASHION TIPS #1

Gucci, Chloe, Miu Miu, Dior e Louis Vuitton são as marcas que me fazem sprintar para as bancas e comprar tudo o que é revista de moda! Adoro o momento em que as trago todas para casa e começo a folhear as páginas cheias de anúncios, cheias de manequins vestidas com as novas tendências que me fazem desejar estar noutro escalão de IRS! Mas nada que não seja resolvido com imaginação e com acesso às lojas mainstream (leia-se Zara) e com bons acessórios (malas e sapatos, a minha perdição...).

As novas tendências para Primavera/Verão apresentam-nos uma mulher mais ousada e mais eclética (um pouco farta do minimalista apesar de ainda se afirmar como forte tendência).  Uma mulher com escolhas que vão desde as cores fortes e padrões florais da Gucci até aos logos everywhere da Louis Vuitton, desde a febre dos stickers da Anya Hindmarch aos metais que adornam as peles mais macias das malas incríveis da Chloe.

Finalmente uma mulher sem medo de misturar padrões com metais com silhuetas marcantes, uma mulher confiante e forte. Finalmente a moda encoraja-nos a sentirmo-nos bem na nossa pele e a não termos medo de arriscar. Adoro que a moda me faça sentir assim, adoro poder brincar com a minha roupa e poder transmitir quem sou através daquilo que visto. 

Venha o calor (um pouco relativo aqui por terras de sua majestade...), guardem os casacos, os cachecóis e as luvas (itens obrigatórios por cá), esqueçam as cores pastéis, invistam nas cores primárias e divirtam-se com os acessórios!


Aqui vão as minhas tendências preferidas, espero que vos inspire!

Tatiana Pina Mendes



Todas as fotos tiradas da Elle Italia, Benedetta Dell'Orto, 13 Janeiro 2016
http://www.elle.it/Moda/accessori-tendenze-primavera-estate-2016-front-row-oliviero-toscani-benedetta-dell-orto-elle#2

Rubrica - Objeto de desejo do mês

Mala Gucci Dionysus



Rubrica - Trendsetter do mês 
Aimee Song



Todas as fotos tiradas de http://www.songofstyle.com/

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