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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

OUR FASHION TIPS #11

Chapéus há muitos…
Escolhe o teu e usa-o orgulhosamente.

Adoro chapéus. Adoro beanies. Adoro bonés de basebol. Mas não sei porquê, às vezes falta-me a confiança para os usar.

Mas não pensem que não os uso. Os beanies são tão essenciais como as minhas cuecas (estou a tentar deixar crescer o cabelo; estou agora numa fase muito estranha na qual não sei bem o que fazer com o meu cabelo nem o que lhe chamar; e o meu cabelo ao acordar é o suficiente para um pedido de divórcio já que parece que passou uma tempestade pela minha cabeça durante a noite).

De qualquer forma, impõe-se uma nova resolução de Ano Novo (será que ainda vou a tempo?) Tenho de começar a usar os meus chapéus mais assiduamente. Os chapéus são um fashion statement. Fazem com que sobressaias no meio da multidão como podem fazer com que desapareças no meio dela (os beanies ou os bonés são acessórios vitais para qualquer ator/atriz que contracene nos grandes filmes de espiões).

É mesmo impressionante observar como os chapéus evoluíram ao longo dos tempos. Fizeram sempre parte da personalidade e da profissão de cada um. É também curioso como diferentes partes do mundo usam diferentes tipos de chapéus. Os nossos chapéus de Bali são um dos nossos pertences mais queridos. Eles são usados pelos agricultores de arroz para se protegerem do sol e da chuva. O nosso guia comprou-nos dois chapéus de um vendedor local e agora estes dormem na parede do nosso quarto. Não para nos proteger do sol, mas para nos proteger da perda das nossas memórias do tempo inacreditável que passámos em Bali. Não consigo parar de recomendar a ida a Bali. É uma ilha de uma beleza contagiante (não chega aos pés da minha Madeira, porém).

Um dia ao passear pelo mercado de Portobello Road (uma das minhas muitas e usuais passeatas), deparei-me com uma simpática bancada cheia de chapéus originais. A vendedora envergava um deles pelo qual apaixonei-me logo. Acabei por comprar logo dois (obrigada maridão). E daí começou a minha paixão.

É tão mais fácil comprar chapéus cá em Londres. Muito mais oferta, muito mais mentes abertas para aceitar estes acessórios statement. A rapaziada destas bandas não faz farinha com os chapéus. Basta olhar para as corridas de Ascot e para os casamentos das celebridades cá do sítio. Lembro-me bem de quando ao entrar no comboio, no regresso a casa do trabalho em Bracknell (minhas queridas viagens diárias, não tenho saudades nenhumas vossas), e não consegui arranjar um lugar sentada neste mar de chapéus. Uma bruma de penas e purpurinas tinham invadido o meu monótono comboio da South West Trains.


Existe um chapéu para todos. Basta escolher, envergar com orgulho e bola para a frente que a moda é mesmo isto, é experimentar e se divertir. A vida é demasiado curta para alisar o cabelo todos os dias. You go cabelo acabada-de-acordar-pareço-o-Hagrid-do-Harry-Potter (não te preocupes maridão, terei sempre um chapéu na mesa de cabeceira pronto para tapar a juba).

Tatiana Pina Mendes

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There are plenty of hats out there…
Choose yours and be proud of it.

I love hats. I love beanies. I love baseball caps. But I don’t know why, sometimes I just lack the confidence to wear them.

Don’t get me wrong, beanies are just as essential as my knickers (trying to grow my hair out, I am now in the middle of an awkward stage that I don’t know quite what to call it or what to do with it; and my bed hair is just horrible i.e. a storm hit me during my sleep).

Either way, another new year’s resolution (can I still do one?) To wear my hats more often. They do make a statement. They make you stand out of the crowd, as they can just blend you right in and disappear (as in beanies or baseball caps; if you have seen any great spy movies you will know what I mean). Oh, the power of accessories.

It’s amazing to see how hats evolved though different times and ages. They were always part of one’s personality and profession. It is also curious to see how different parts of the world wear different types of hats. One of our most prized possessions are our Bali hats. They are used by the rice farmers to protect them from the sun. Our driver bought our hats from a local seller and they sleep on our bedroom wall protecting us not from the sun but from not forgetting the amazing time we had in Bali. I cannot stop from praising the beauty of that island (though it does not match the beauty of my home island, Madeira).

One day strolling at the Portobello Road market (as any other day), I walked onto this nice and friendly-looking stall where they had the most amazing hats. The lady selling the hats was wearing one to which I fell in love with. Ended up buying two (thank you my dear husband).

So much easier to buy hats here in London. So much more offer, so much more open-mindedness to accept these statement accessories. These guys mean business with their hats. Just look to Ascot races and to all the celebrities’ weddings. I can still remember walking in on the train back home when returning from Bracknell (my dear commute, how I do not miss you a bit) and I could not get a seat on this sea of hats. A mist of feathers and glitter invaded my monotonous South West train.

There is a hat for everyone out there. Go ahead and have fun with it. Life is too short for straighteners very single day. Go bed hair, go (don’t worry husband, I will always have a hat on my bedside table).




Trendsetter do mês // Trendsetter of the month
Serena Williams



Objeto de desejo do mês // Lust item of the month
Louis Vuitton Saumur bag


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

OUR FASHION TIPS #10

Mais um post sobre resoluções de Ano Novo…
Fora com o velho

Uma das minhas resoluções de Ano Novo é (rufar de tambores): limpar/organizar o roupeiro (ou o vestuário como se diz na minha terra!). Nada de novo, nada de especial. Contudo, grandemente necessário. E até agora, uma das poucas resoluções que pensei neste novo ano. Estamos a 16 de Janeiro e ainda não me sentei propriamente para as escrever. Talvez porque todos os anos chegamos a meio de Fevereiro e continua tudo na mesma. Acho que isto também acontece no dia 31 de Dezembro! Mas este ano as coisas vão ser diferentes. Preciso de ser mais realista com os meus objetivos. Mas estes têm sempre de me fazer suar e de criar borboletas no estômago senão não vale a pena.

As minhas expectativas para 2017 são grandes (é melhor que estejas preparado para mim) e o meu roupeiro tem de ir a jogo também. Desde que decidi me tornar uma worker from home que necessito de equiparar o meu novo estado financeiro com as etiquetas do meu guarda-roupa. Nada de errado com isto já que piamente acredito em possuir menos e de melhor qualidade (especialmente verdade para nos Balanças que possuem um pequenino problema em tomar decisões e a quantidade não ajuda nada).

Começamos então por atacar o roupeiro e deitar tudo cá para fora. Fazer três pilhas de roupa: as que ficam (selo de aprovação para voltar para o roupeiro), as que são para dar (oferecer roupa de boa qualidade é sempre obrigatório para mim e a organização do Cancer Research é sempre a minha escolha) e as que são para reciclar (temos sempre aquelas peças de roupa que precisam de um pequeno retoque de costura ou de uma makeover, que ficam ad eternum na parte de trás de uma gaveta esquecida; e.g. adicionar patches a umas calças de ganga mais antigas irá elevá-las até ao fashion heaven).

Depois desta tarefa fastidiosa (estamos a meio caminho meninas, é quase hora para um copo de vinho; vai valer a pena todo este esforço!), precisamos de atacar os básicos e avaliar se as nossas peças e roupa são versáteis, de boa qualidade e se ainda nos servem (contra mim falo já que possuo um par de calças de ganga, OK talvez três, que já não me passam das ancas depois da javardice que foi o Natal, ou se calhar os últimos seis meses do ano passado; não me levem a mal, não quero perder as minhas curvas, só quero é que elas se encaixem orgulhosamente nos meus jeans que já não há orçamento para mais).

Sendo eu engenheira (a Ana vai me compreender perfeitamente), fiz uma lista daquilo que considero que são os básicos do básicos e que nos irão ajudar quando de manhã estamos a decidir o que fica melhor no nosso rabo e o que nos irá fazer dizer "Eh lá, gaja boa!" quando nos olhamos ao espelho no elevador (não faço isto, de todo…).

Espero que gostem dos meus bullet points. Não se esqueçam que estamos ainda em época de saldos sendo sempre esta uma boa altura para investir em peças de boa qualidade. E se possuírem peças de roupa que achem que são de boa-qualidade-mas-já-não-gosto-mais-mas-acho-que-ainda-vale-alguma-coisa, tentem sempre vender em plataformas online como a Vestiaire Collective e usem esse orçamento extra para comprar outros itens mais versáteis para o vosso guarda-roupa. O vosso roupeiro agradece.

Que 2017 seja um ano abençoado para todos nós.

Que ele nos traga amor, saúde, bom vinho e boa comida. E muitas gargalhadas!


Um 2017 em grande!

As minhas pecas de roupa básicas. Eu sei que é ainda uma longa lista, mas é algo que obviamente será construído ao longo de 2017. E depois de adquirirem estes básicos já não precisam de mai nada exceto acessórios cool, edgy e coloridos para que possam incorporar a vossa marca pessoal no vosso guarda-roupa. Divirtam-se nos corredores da Zara. Provavelmente irão encontrar-me por lá.


  Camisa branca clássica
·         Camisola de boa qualidade
·         T-shirt branca básica
·         Camisola às riscas
·         Sweatshirt preta/cinza para modo fim de semana
·         Camisola de gola alta preta/cinza/camel
·         Glam top para uma noite de copos
·         Calças pretas clássicas
·         Calças de ganga em denim escuro
·         Boyfriend jeans para modo fim de smenaa
·         Saia midi preta/navy/cinza escura
·         Vestido preto
·         Biker em pele preto
·         Trench coat
·         Casaco de boa qualidade
·         Blazer preto/navy casual
·         Ankle boots pretas
·         Ténis (entrem em modo crazy com eles, mostrem a vossa personalidade)
·         Bailarinas (um print animal é sempre uma opção versátil)
·      Sandálias kick-ass para uma noite de copos (é melhor levar uma outra opção para quando os copos já são muitos)
·       Mala + tote da guerra (preciso de diminuir a quantidade de porcaria que anda na mala comigo para todo o lado e para tal uma mala cross body é ideal. E quando o portátil tem de vir atrás adiciono o tote ao ensemble e tcharam: kit mãos livres. A isto agradeço ao meu lindo e teimoso puppy.

Tatiana Pina Mendes


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Yet another post on New Year’s resolutions…
Out with the old

One of my New Year’s resolutions is (drum roll): cleaning out the wardrobe. Nothing new, nothing exciting. However, truly needed. And so far, one of the few resolutions I have thought about, this new year. It’s the 16th of January and I haven’t sat down properly to write them all down. Maybe because mid-February I haven’t done anything about them. As in the 31st of December! But this year things will be different. Need to be more realistic with my goals but I still need to reach for the stars or else it won’t be worth it.

I have great expectations from 2017 (you better be ready for me) and my wardrobe needs to go to game with it. Since becoming a worker from home that I need to match my financial status with my clothes’ tags. Nothing wrong with that as I do think that having less and in higher quantity is always a must (mainly for us Libra who have a bit of an issue when it comes to decide and quantity does not help at all).

Start by taking everything out and have three piles: to stay (good to go back to wardrobe again), to give away (offering clothes in good condition is always a must for me and the Cancer Research organisation is always my option) and to recycle (we always have some items that need a bit of stitching or a makeover that stay ad aeternum at the back of a forgotten drawer, i.e. adding patches to some old jeans will lift these up into fashion heaven).

After this gruelling task (halfway there now, almost time for a glass of wine; I am here for you girl, this will be totally worth it), we need to go through the basics and check if our items on the wardrobe are versatile, in good quality and that they still fit us (against me I speak as I still have an old pair of jeans, OK maybe three, that do not go up from my hips since I ate like crazy at Christmas, and probably half of last year as well; don’t get me wrong, I don’t want to lose my curves, I just my curves to go proudly inside my jeans as I do not have a budget for more).

Being an engineer (Ana will understand me on this), I have made a list of what I consider to be the basics of the basics and that will help you in the morning when deciding what looks best on your ass and that will make you go “Hey girl, your junk in da trunk still got game!” when you look in the elevator’s lift (I do not do this, at all…).

Enjoy my precious bullet points. Don’t forget this is sale season so always a good time to invest in good quality items. And if you have an item that is good-quality-do-not-like-it-anymore-maybe-worth-a-bit-of-money, you can always try and sell these at platforms such as Vestiaire Collective and then use the savings to buy other items that will be more useful to you. Your wardrobe thanks you.
May 2017 be a year full of blessings for all of us.

May it bring love, good health, good wine and good food. And lots of laughter!

Happy New Year!


My wardrobe go-to basics. I know it’s a long list but this something that I will obviously work through 2017. And after these you won’t need anything else apart from some crazy, edgy and cool accessories to incorporate your personal brand onto your wardrobe. Have fun going through Zara’s aisles. You will probably find me there!

·         Classic white shirt
·         Good quality sweater
·         Plain white t-shirt
·         Stripped shirt
·         Black/grey hoodie for weekend mode
·         Black/grey/camel turtle neck
·         Glam top for a night out
·         Classic black trousers
·         Smart dark denim jeans
·         Boyfriend jeans for weekend mode
·         Black/Navy blue/Dark grey midi-skirt
·         Black dress
·         Black leather biker
·         Smart black/navy blue blazer
·         Trench coat
·         Good quality coat
·         Black ankle boot
·         Trainers (go crazy with these, show off your personality)
·         Ballet flats (an animal print is always a versatile option)
·         Kick-ass sandals for a night out (do bring some trainers for the aftermath, trust me)
·         War bag & tote (I need to cut back on all the crap I carry around with me so for me having a medium cross body bag is a must. And I can add a tote bag when I need to carry my laptop around. Ta-da: hands free mode. For this I need to thank my dear, stubborn puppy).








segunda-feira, 3 de outubro de 2016

OUR FASHION TIPS #7

Folhos

Os frutos do meu último texto bateram-me como os 3-1 do jogo do Sporting com o Rio Ave (a ser irónica; sou portista de coração e só quero que o Espirito Santo vá para casa de patins). A nossa sociedade encontra-se cheia de cabeças, ditas, cultas cujos propósitos passam por apenas opinar sobre as vidas alheias de forma cruel, sem substância e de forma leviana. A minha filosofia de vida passa por dois importantes lemas que definem os limiares das minhas ações: risco do planeta pessoas que agem de forma com a qual jamais agiria com elas e faço aquilo com o qual me sinto bem e os outros que se lixem (este último veio aos poucos com o avançar da idade). Porém, no meio disto tudo, encontrei alento e propósito nas minhas palavras. Acredito piamente no poder de empowerment que as mulheres podem provocar umas nas outras. E não vou desistir do broadcast das minhas palavras (se calhar seria melhor em multicast? Piada de engenheiro! Can’t help it!). Quero tentar diminuir a quantidade de palavras maldosas, afiadas como punhais, desnecessárias, ocas e parvas. Já chega de mal no mundo.

Dando seguimento à palavra empowerment, quero este mês partilhar o que acho que são as melhores tendências para este Outono/Inverno, após folhear páginas e páginas das minhas revistas preferidas (pendo sempre para a Vogue e para a Marie Claire). Quero que todas as mulheres se sintam bem, confortáveis nos seus pneus e estrias e pernas sem celulite. Sim, porque as ditas mulheres reais vêm em todas as formas e feitios. Haja saúde e o resto bola para a frente.

Estou mesmo entusiasmada com a roupa da nova estação. Sou da Madeira, adoro o Verão, mas não há nada como a construção dos vários layers da roupa mais quentinha (coisa tão estranha como chegar à ilha e não beber logo uma poncha de penalti). Adoro o regresso dos casacos de ganga (quem nunca os teve na adolescência!), adoro os padrões florais, adoro a customização das peças, adoro os folhos (ADORO os folhos, chamem-me de pirosa!) e adoro o uso do amarelo torrado (forma versátil de fugir aos meus queridos pretos) e o estilo sporty chic. Porém continuo a preterir os bombers (abuso dos bikers como abuso dos salt caramel fudges, do The Great British Bake Off e do Escale aux Marquises da Dior) e não consigo gostar de veludos (digam o que disseram e embelezem como quiserem, não gosto).

As casas com as quais mais me identifico são os suspeitos do costume: Louis Vuitton, Gucci, Chloé, Moschino e Stella McCartney com uma novidade: Victoria Beckham. Sim, a mulher do David Beckham como muitos a chamam. Para mim, a estilista e outrora cantora (às vezes...) das Spice Girls. O que me leva a umas belas memórias de adolescência. Sempre preferi a Posh Spice (talvez por ser morena já que estes presuntos madeirenses em nada se comparam com as pernocas da Victoria). Ainda me lembro das intermináveis tardes na sala em casa dos meus pais com as minhas amigas a (tentar) imitar as Spice Girls. Não erámos la grande coisa como devem calcular...

Seguem alguns exemplos de como o sitio do costume, a Zara, toca as tendências da passerelle. Com um pouco de equilíbrio orçamental conseguimos assim aproximarmo-nos de Nova Iorque, Londres, Paris e Milão.

Have fun, as always, and express yourself (obrigada Madonna).





Objeto de desejo do mês
Botas Louis Vuitton (again...)



Trendsetter do mês
Victoria Beckham


Tatiana Pina Mendes

terça-feira, 23 de agosto de 2016

OUR FASHION TIPS #6

Curvas, avante


Uma das principais diretivas de como encontrar inspiração para escrever passa por abrir os sentidos a tudo o que se desenrola à nossa volta, especialmente nos sítios mais inesperados. Eis que nunca esperei encontrá-la ao ler a secção de comentários num post do Facebook, eis que nunca esperei encontrá-la ao ler comentários do mais retrogrado possível de bocas de pessoas que se intitulam do mais vanguardista do bairro.

A liberdade das mulheres foi alcançada a muito custo, e felizmente a nossa religião não nos prende como muitas fazem. Nós mulheres temos de nos unir, parem de nos deitar ao chão com estes comentários mesquinhos. Cada uma de nós é linda à sua maneira.

Tudo o que é pelo no meu corpo fica eriçado (e olhem que eu sou peluda, obrigada querido pai) quando leio que as meninas de corpos reboliços devem esconder os seus pneus na praia e que esta querida comentadora tapa os seus, intitulando que o ato de os mostrar provoca poluição visual. Ora bem, digo-lhe que triste deve ser o seu Verão e digo-lhe também outras palavras as quais são acompanhadas de bolinha vermelha (acabou-se-me a tinta da minha Bic).

Apetece-me então escrever sobre lingerie e de como qualquer mulher, do mais magra ao mais reboliça, pode sentir-se bem e sexy na sua pele. Deitem fora as regras da moda que ditam o que fica bem ou o que fica mal consoante o número de pneus que possuamos. Não suporto comentários de que só as ditas meninas modelos podem usar biquínis do mais cavado que há. Digo-vos isto sendo uma das meninas que muito orgulho tem dos seus pneus. Obrigada queridas pernas, aka presuntos madeirenses, por me permitirem explorar o mundo, e obrigada querida barriga, aka função seno (you engineers will get me!), por me fazeres lembrar do belo jantar que ofereci ao maridão este passado mês de Abril no restaurante Le Meurice em Paris (mais um item da bucket list riscado!).

E digo-vos isto também. Quando mostro as minhas curvas na praia não o faço para os olhares alheios, mas faço-o por mim porque quero e porque posso. Se não querem olhar não olhem, e se olham e não gostam do que vêem temos pena, olhem para o lado e guardem os vossos comentários para vós próprios. Sim, quero usar a mesma lingerie que a Sara Sampaio usa, temos pena. Volto a reforçar, porque quero e porque posso.

Ora bem, voltando ao tema lingerie. Nunca lhe liguei muito. Comprava aquelas cuecas que vêm em pacotes de trezentas de uma vez só, todas iguais em formato, mas de cores diferentes, e baratinhas como só elas. Mas com o passar da idade, e porque já não sou a única a olhar para a minha lingerie, iniciei a minha pesquisa por formas mais sexy, mas sem nunca descuidar a comodidade (minhas queridas cuecas da avó, não há nada que vos bata).

Divido a minha lingerie em duas secções, a do dia a dia em que a comodidade é essencial e aquela que é só para o maridão. Adoro as cuecas da Victoria’s Secret, mas em versão um pouco mais conservadora do que o nome indica. Adaptam-se para todo o tipo de roupa e pneus. Confesso que não gosto de ver as linhas das cuecas através da roupa (não tenho de olhar para quem as tenha, mas não me sinto confortável na minha pele quando isso acontece).

Passando para o tema dos soutiens, aí a historia é completamente diferente. Por azar dos azares (ou por sorte das sortes, depende da roupa e dos dias) tenho um peito pequeno por isso abuso dos soutiens de renda sem armações. Acho que ficam sexy quando soutiens pretos se notam debaixo de uma camisa branca de seda, ou mesmo quando os usamos com um top, quando pensamos que só um soutien caicai se adequa (nada lisonjeador para quem tem peito pequeno, by the way), existindo uns modelos lindos com umas costas super originais. E adoro o contraste de cores soutien vs roupa. Por que não usar um top de renda branco com um soutien preto sexy? Ou, por que não usar uma camisa de seda verde esmeralda com um soutien de renda azul cobalto? E por que não usar um bodysuit? Confesso que estou cada vez mais adepta dado o seu facilitismo de não ter que abrir totalmente os olhos de manhã à procura dumas cuecas que condigam minimamente com o soutien...

Divirtam-se a escolher lingerie, abusem da cor e usem o que quiserem, o que vos faz sentir bem e empowered para enfrentar o dia!




Objeto de desejo do mês
Botas Louis Vuitton


Trendsetter do mês
Maria (@pilotmaria)
Porque mesmo de farda influencia-nos no modo como encara a vida: always with a smile.


Tatiana Pina Mendes

segunda-feira, 18 de julho de 2016

OUR FASHION TIPS #5

Camadas de tule

O dia em que todos os frufrus e renda e laços e folhos e camadas de tule são aceitáveis, quase mandatários. Não que eu goste de excessos (minto, gosto de alguns excessos não excessivos, se me entendem) mas neste dia tudo é permitido desde que quando ao se olharem no espelho soltem os ais e as lágrimas de quem cujas fundações foram abaladas como se tivessem levado com uma onda surfada pelo McNamara. Não que eu tivesse padecido de tal, mas confesso que não esquecerei a minha primeira prova. 

A minha mãe segredou-me “Leva o teu pai para te ver vestida agora. Já conheces o teu pai, sabes que ele não mostra muito as emoções, mas eu suspeito que ele não consegue aguentar tudo no mesmo dia...”. Lá satisfiz as ordens do general lá de casa vindas dos seus pequeninos 1,60m de altura (lá em casa a malta é toda esticada) e não é que tinha razão. Não me esquecerei da expressão do meu pai, não chorou, mas os olhos dele iluminaram-se de tal maneira que soube naquele momento que tinha escolhido o vestido e o marido certos. Em certa parte, este brilho também esboçava o contentamento de passar o testemunho ao Rui. “Coitado, nem sabe onde se está a meter...” deve ter pensado o senhor meu pai.

Tenho lido ultimamente muitos artigos sobre vestidos para convidados de casamento por isso achei por bem fazer um artigo sobre vestidos para quem interessa, as noivas. Confesso que mesmo após possuir uma aliança no meu anelar esquerdo há quase três anos ainda compro revistas de noivas e leio tudo o que é fofoquices dos casamentos das estrelas (não as que estão no céu, aquelas que estão nas constelações do Instagram e do Facebook na galáxia de Hollywood).

Quando andei nas pesquisas para o meu vestido elaborei uma lista de características que este teria de possuir: original, divertido e informal. O meu querido marido é perito em fazer pesquisas e comparações e lê tudo o que são reviews (não tenho paciência para tal, mas, surpresa, os opostos atraem-se) e não é que também andou a fazer pesquisas? E para culminar elaborou-me uma lista dos que gostava mais? E para culminar dos culminares (já estou para lá do topo do monte Evereste) não é que o vestido que me aqueceu a alma, que me encheu as medidas e que me deixou com uma cintura de vespa foi o preferido dele?
Foi o primeiro e único vestido que experimentei. Foi com esse vestido que entrei na igreja de braço dado com o meu querido pai e com o qual o queixo do meu marido ficou no chão (espero que sim, confesso que com tantas emoções acho que nem olhei para ele e só reparei nos pormenores de decoração para ter a certeza que tudo estava como nos meus planos).

Adoro os vestidos de noiva da Rosa Clará (sou suspeita já que comprei lá o meu). As minhas escolhas vão desde, no espectro dos sonhos, Elie Saab, Giambattista Valli, Valentino, Temperley London e Vera Wang (e não me posso esquecer daquele Vivienne Westwood da nossa Carrie do “Sexo e a Cidade”) até escolhas mais acessíveis, mas sem deixar de serem incríveis, como a Self-Portrait, Maje, Monsoon, Asos e até uma H&M, porque não? Cada vez mais os casamentos se despem de convenções (iupi!!) bem como os vestidos. Aproveitem estes tempos modernos, como dizia a minha avó, e divirtam-se na faixa menos convencional, façam escolhas arrojadas e originais. A quem se encontra no meio deste oceano de vestidos declaro a minha inveja. Maridão, podemos casar de novo?!
PS – Sonho meu que envergonhadamente confesso: ser uma das noivas do programa de TV “Say Yes to the Dress”!! Não que eu veja o programa em avalanche, episódio atrás de episódio agarrada ao balde de gelado de peanut butter do Marks & Spencer... Não, nada disso.

 Frufrus de sonho

Frufrus amigos do bolso


Objecto de desejo do mês
Love Bracelets da Cartier




Trendsetter do mês
Stella McCartney


Tatiana Pina Mendes

segunda-feira, 20 de junho de 2016

OUR FASHION TIPS #4

Parafernália de uma veraneante

Regressada de umas belas férias numa das minhas estações base, Lisboa, e ainda com um belo bronze a acompanhar (1/3 ficou já pelo caminho graças ao belo Outono londrino de Junho, mas é rapidamente elevado exponencialmente quando sou brindada, ao entrar no meu salão de bairro para arranjar as minhas unhas, e o meu bigode, com um “ Oh my God, estás tão morena! Nunca consigo ficar assim no meu solário! Qual é o teu solário? Onde vais?” Caparica, babe. Caparica…), achei por bem expôr algumas das minhas preocupações relativas ao famoso tema tipo de corpo vs tipo de biquíni/fato de banho.

Ora bem, aqui vão elas: esqueçam tudo o que já leram nas revistas de moda/bem-estar (as tais que numa página falam em como amar o teu corpo tal e qual como é e na página seguinte listam os passos para uma dieta que te dará um corpo de praia perfeito...). Atenção, adoro estas revistas, os seus editoriais de moda e alguns dos seus artigos de opinião, mas infelizmente, por vezes, sucumbem às pressões de uma sociedade encalhada na visão 86-60-86.

Graças à minha herança genética do lado do meu querido pai possuo umas graciosas, belas e generosas curvas traseiras que me permitem sentar confortavelmente em qualquer tipo de piso (dá muito jeito acreditem!) e umas belas pernocas com uma pitada de bolas de Berlim, queijo da Serra e paio e com celulite q.b. e, pasmem-se, meti-me num belo biquíni da Cantê Lisboa (sim, aqueles cujos anúncios são feitos por meninas cujos dicionários não contêm celulite como vocábulo). Um LINDO biquíni super cavado, super arejado, super on trend, super cheio de tiras e acessórios e laços (os quais demorei mais de 3 horas a perceber onde se colocavam e quase que precisava de manual de instruções para a coisa, e sim, o meu bronze às riscas na barriga é muito original, mas 100% não arrependida de me passear com o meu belo biquíni) e super adequado para todos os tipos de corpo. Todos mesmo.

É verdade que o dito cujo enfiava-se no sítio que nós cá sabemos quando corria de um lado para o outro a jogar ténis de praia com o maridão, qual Djokovic. Mas os biquínis da Cantê são o máximo, adoro-os a todos, símbolos do que o Verão é para mim: diversão, pele à mostra, arriscar o que não arriscamos o resto do ano e descontração.

Amem o vosso corpo, tratem de vós, cuidem da vossa saúde física e psicológica e divirtam-se com a minha seleção de biquínis. Gostam do que vêem? Então go for it, usem e abusem, não se preocupem com os julgamentos dos outros (no fundo é só inveja de não possuírem a coragem de serem quem são e não se preocuparem com as aparências), com os estereótipos da sociedade e desfilem na praia mais perto de vocês.

Tatiana Pina Mendes




Objeto de desejo do mês
Bomber Gucci


Trendsetter do mês
Ashley Graham




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segunda-feira, 30 de maio de 2016

OFF SHOULDERS

Apesar de não ter qualquer tipo de formação na área, adoro moda, desde que me lembro. Hoje vou partilhar a minha tendência preferida desta estação, "off shoulders".

Off shoulders não é o típico cai-cai, de que também gosto muito. Mas agora os ombros "destapados" surgem de uma forma renovada... muitas vezes com mangas ou pedaços de manga. Em túnicas mais curtas ou mais compridas, vestidos e até macacões. As opções para este Verão são mais que muitas.

Fiz uma seleção de alguns dos meus looks preferidos da LovelyPepa para vos mostrar. Selecionei também alguns vestidos da Zara que seguem esta tendência. Espero que vos sirva de inspiração. Eu fiz a primeira compra na semana passada e já tive oportunidade de usar ontem no dia da Primeira Comunhão do Manel (primeira imagem).

Mónica









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segunda-feira, 16 de maio de 2016

OUR FASHION TIPS #3

White

Olhando para o meu roupeiro (ou como se diz na Madeira, o meu vestuário) há uma nota predominante (sim, a desarrumação, mas isso depende da ótica do observador... É mais uma espécie de desarrumação organizada!): o branco. 
Por mais voltas que dê às Zaras da vida acabo sempre por me abastecer de branco. Independentemente das tendências, de me fazer mais gorda ou não (acho mais que a pizza de ontem contribuiu para isso, mas sim digamos que a cor é que me faz mais gorda), de se sujar rapidamente e de marcar tudo o que é defeito (obrigada querida celulite...) adoro vestir peças brancas.

Lembro-me jovem de chegar ao liceu com as minhas calças brancas (as minhas favoritas!) e de esse facto ser considerado como início do Verão pelos meus colegas (que por sinal não percebiam nada de moda...). Mal o sol aparecia e mal os termómetros marcavam 25 graus lá estava eu de calça branca! Sim, 25 graus! Na Madeira todo o ano é Verão, mas quem lá vivia tinha de inventar estações para tornar a coisa mais interessante. As nossas estações tinham deltas de 2/3 graus, no máximo, entre elas, mas mesmo assim conseguíamos arranjar desculpa para vestir uma camisola "Ah e tal, isto está mesmo fresquinhe vizinha, ouvi na RTP Madeira esta manhã que hoje a máxima eram 22 graus. O Inverne está chegande...".

Voltando ao espaço sagrado do meu roupeiro, onde o meu santo marido terá apenas 1/10 do espaço total, deverei possuir indumentárias brancas às paletes (obrigada Gato Fedorento) pois o branco é mesmo a cor mais versátil de todas.
Trato a cor de RGB 255,255,255 como uma tela em branco em que posso brincar com os acessórios como quiser e me apetecer, abusando na cor como se não houvesse amanhã.
O branco facilita também a tarefa de me vestir de manhã quando ainda estou com um olho aberto e o outro fechado com todas as minhas células a gritarem “Mete a Nespresso a aquecer!!”.
Seguem algumas sugestões de descomplicómetros de roupeiro para todas as situações. Espero que torne a tarefa de vestir pela manhã mais fácil e que finalmente consigamos dizer chegou o Verão. Chegou a sangria. Chegou a sardinha. Chegou o pôr-do-sol na praia. Chegou o gin tónico à beira da piscina. E chegou finalmente o tempo de regressar temporariamente a casa.

Tatiana Pina Mendes




Objeto de desejo do mês
Sandálias Dior



Trendsetter do mês
Marta Rebelo



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