quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

BOLO MÁRMORE DE CHOCOLATE COM GANACHE

Este fim-de-semana foi um desafio... estudo intensivo para os testes das próximas semanas. Apesar de termos dois excelentes alunos lá em casa, a transição para o 5º ano do mano mais velho está a fazer-se notar. Este período está a ser mais calmo que o anterior e conseguimos que aos poucos o horário de estudo (feito com o professor e revisto em casa pelos pais) comece a ser cumprido.

Mas pôr dois meninos de 10 e 8 anos a estudar não é de todo fácil sobretudo quando têm um mano de três anos para distrair ainda mais. Qualquer coisa serve de desculpa para interromper o estudo. Mas este fim-de-semana fomos um sucesso e a matéria de Matemática foi toda revista, estudada e praticada em fichas de avaliação feitas por mim. Muito a agradecer às excelentes aulas do professor e aos apontamentos irrepreensíveis do Afonso!

Ajuda muito nestas alturas dar-lhes momentos de descanso e distração bons, uns mais pequenos, outros maiores. No Sábado, fiz uma lasanha, que por sorte acabou por ficar a melhor de sempre, para comemorar os 100% do teste de Música do Afonso. Ficam mesmo felizes de comemorarmos as pequenas vitórias e dá-lhes ânimo para os desafios que lhes propomos. Depois de almoço saímos de casa e até ao dia seguinte ninguém pensou mais em estudo.

No Domingo à tarde, e para quebrar um período grande de estudo, fiz um bolo... receita nova escolhida de um dos nossos livros preferidos lá em casa, o The Golden Book of Chocolate. E a receita escolhida por mim e o Afonso foi Bolo Mármore com Cobertura de Chocolate. Foi aprovado pelos 5 :) Claramente uma receita a repetir.

Bolo Mármore de Chocolate com Ganache

Ingredientes:

1 chávena (250g) de manteiga, amolecida
1 e 1/3 chávenas (200g) de farinha
1/2 colher de chá de sal
3/4 de colher de chá de fermento
150g de chocolate
3/4 chávena (150g) açúcar
4 ovos grandes
1/2 chávena (125ml) de leite

Ganache

125g de chocolate
1/4 (60ml) de natas

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar uma forma de bolo inglês (usei uma forma em formato de coroa).
Juntar a farinha, o sal e o fermento numa taça.
Derreter o chocolate em banho maria.
Bater a manteiga na batedeira, em velocidade baixa, até estar macia (cerca de 2 a 3 minutos). Juntar o açúcar e aumentar a velocidade para média. Bater até estar estar cremoso.
Juntar os ovos, um de cada vez, e bater até estar misturado em cada adição. Reduzir a velocidade para baixa e juntar gradualmente os ingredientes secos alternadamente com o leite.
Juntar metade desta massa no chocolate derretido e mexer bem.
Deitar colheres de sopa das duas massas alternadamente na forma. Usar uma faca para "cortar" a massa e fazer o efeito marmoreado.
Levar ao forno até que o palito inserido no meio saia limpo (cerca de 50 minutos; no meu forno levou cerca de 30 minutos).
Deixar arrefecer ligeiramente por 10 minutos.

Para a ganache:
Colocar o chocolate numa taça.
Aquecer as natas numa caçarola pequena a até quase ferverem. Deitar as natas no chocolate e mexer bem até ficar cremoso.


Desenformar o bolo e com uma espátula espalhar a ganache no bolo.

Mónica




terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O NOVO MUNDO DAS SÉRIES

Já não é novo para ninguém, só mesmo para mim ;)

Mais ou menos há uns 9 anos, até via algumas séries. Lembro-me que adorava ver com o D. o Dr. House, também via a Anatomia de Grey e pouco mais. Depois o nosso ritmo de vida deixou-nos pouco tempo para esses pequenos prazeres. Trabalhávamos muito e quando chegava à noite ainda tínhamos coisas para fazer ou então estávamos tão cansados que acabávamos por adormecer antes de conseguir ver o que quer que fosse.

A sensação que tenho do tempo em Portugal é igual à sensação que tive na primeira aula de Matemática Aplicada à Electrónica que tive no Técnico. O professor escrevia como se não houvesse amanhã, ao mesmo tempo que falava sobre outras coisas. Não conseguia ter tempo nem para copiar o que estava no quadro nem para ouvir o que dizia. Conclusão, uma hora desperdiçada. Depois tinha de ir para casa tentar perceber por mim. 
Havia tanto para fazer, tantas coisas para dar atenção, tantas pessoas a quem chegar, que o tempo parecia areia a escapar por entre os nossos dedos.

Aqui é tudo diferente. Há tempo para cada coisa. Há tempo para fazer as coisas com dedicação, sem ser a correr. Há tempo para me sentar a conversar com os meninos. Há tempo para uma história à noite. Há tempo para fazer as sobremesas que eles me pedem, mesmo que não haja ingredientes em casa, há tempo para os ir comprar. E há o nosso tempo, meu e do D., depois de deitarmos os meninos às 21h, podemos conversar só os dois, podemos ler, podemos escolher coisas novas para a casa, podemos ver televisão. E assim, as séries entraram novamente nos nossos dias.

Como não temos cá família, não podemos ir ao cinema ou ao teatro por exemplo, porque não temos com quem deixar os meninos, mas podemos aproveitar o nosso tempo em casa. Temos visto imensos filmes e agora mais recentemente, acordámos para as séries.

Começámos por ver uma que estava a passar na ITV, o Tutankhamun. Quando acabou fomos à procura de outra para ver (no Netflix) e optámos pelos Medici e adorámos! E fomos sempre vendo mais, mas sempre a mesma até chegar ao fim de todos os episódios e depois é que escolhemos outra. Vimos o The Crown, muito bem feito e muito bom para nos enquadrar um pouco na história do país no qual vivemos actualmente. Depois o Sherlock Holmes e ainda apanhámos a última temporada a passar na BBC. Muito bom, super rápido e exige muita atenção para não se perder nada em cada raciocínio, óptimo exercício para a nossa memória fotográfica. Entretanto vimos também o Mr. Selfridge. Escolhidas a dedo estas séries ;) mas é giro ver na televisão os sítios que agora são "nossos", que fazem parte dos nossos percursos diários, ou lugares que visitamos ao fim de semana. 

E, para variar um bocadinho, agora estamos a ver o House of Cards. Outro contexto, outro tema, ainda assim, viciante na mesma ;)

Isto dito assim, parece que não fazemos mais nada :) mas só vemos um episódio por dia, ou dois, quando não conseguimos esperar pelo dia seguinte para saber o que vai acontecer a seguir ;) 

Estes pequenos prazeres também nos alimentam a alma. Principalmente, ter tempo conjunto com o D.; podermos partilhar as mesmas experiências, sejam elas quais forem é sempre positivo.

Está na hora de ir deitar os meninos e ver mais um episódio :)

Ana








segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

SPOTS TO GO #4

Lavrar a terra, lavrar amizades

Chegou à Quinta do Arneiro no início da tarde, vinda da A8.
Um céu azulão, sem nuvens dava-lhe as boas-vindas e sabia mesmo bem depois de dias nublados com alguma chuva sentir o sol morno de Inverno no rosto. Aquecia a alma. Respirou bem fundo, enquanto fechava a porta do carro. Começou à procura dos óculos escuros na sua mala, que bem pode pesar uns 10 kg, mas que está cheia de todos os bens "essenciais" indispensáveis ao seu dia-a-dia.

Que boa ideia a Teresa ter combinado um lanche longe da cidade! A menos de uma hora de carro, a 40km de Lisboa, um local novo para conhecer e a promessa de uma tarde bem passada. Não poderia desejar melhor programa para o domingo. Quando a Teresa lhe ligou a combinar uns dias antes nem hesitou. Hoje são só as duas neste programa.

Teresa chegou pouco depois e juntas começaram a explorar a Quinta. Um largo muito amplo e arranjado com uma árvore enorme em destaque e um espaço protegido do sol com mesas banquinhos e sofás complementam a decoração rústica acolhendo os que chegam. As tabuletas pintadas à mão com indicações "Horta", "Pomar", "Restaurante" orientam as visitas. Alguns casais e famílias terminavam os seus almoços tardios de domingo conversando animadamente cá fora.

Luísa Almeida, alma e coração do projeto, veio ter com elas com um grande sorriso. Estava disposta a fazer uma visita guiada, quando quisessem, mas antes do sol ir embora, para conhecerem as produções e um pouco da história do espaço que passou para as mãos do seu pai em 1967 e explicar o porquê da agricultura biológica ser a maneira certa de fazer agricultura, sempre com um brilhozinho nos olhos.

Optaram por caminhar um pouco  sem rumo, à descoberta, e, depois, como a fome já apertava, decidiram entrar no restaurante para lanchar. A visita ficou alinhavada, mas com o grupo de amigas completo e almoço nas calmas incluído. Era só vir a Primavera!

O restaurante tem uma decoração muito cuidada em tons de branco e verde água e todas as mesas têm pequenas jarras com flores silvestres. No centro, uma mesa com vasos de plantas  e cabazes de legumes e verduras da época complementam a decoração com um enorme colorido. A cozinha aberta, com os seus azulejos verde esmeralda, atraem logo todos os olhares e de lá vêm as iguarias biológicas que a terra dá, respeitando os seus ciclos, daí o lema da Quinta "biológico com Amor".
 Um segundo piso com mesas é também local de workshops e alguns eventos de empresas.
Escolheram uma mesa longe da porta, já fazia algum frio.

-Mariana – interrompeu Teresa – queria falar contigo. Sinto que te devo um pedido de desculpas.
-A mim? – disse Mariana surpreendida, mas não tirando os olhos do telemóvel, querendo registar tudo em imagens, tirando fotos umas atrás das outras. – Este espaço está mesmo giro!
-Sim, depois do jantar no Miss Jappa, o nosso último jantar, mal falámos e eu não acho que tenha sido correta contigo, primeiro pregando-te um valente susto, depois dizendo para mudares o disco, para não pensares mais naquele que sabemos...
-Oh Teresa pára já por aí. Faz algum sentido pedires desculpas? Tiveste tu muita razão. Entre nós não há cá dessas coisas... Não é fácil em muitas coisas o dia-a-dia, mas agora avancei. Sabes Teresa, todos estes acontecimentos fizeram-me crescer imenso. Teresa debruçou-se como se a quisesse ouvir mais de perto, para melhor absorver as palavras.

A conversa foi interrompida. O lanche vinha aos poucos para a mesa: sumo de beterraba, chá de menta, um crumble de maçã de-li-ci-o-so, pão fresco, húmus, pasta de beterraba, azeite biológico e fruta fresca da época (12€).

- Fico tão contente por te ouvir falar assim.
- Às vezes é difícil. – continuou Mariana – Não me apetece estar com ninguém também neste momento. Sinceramente tantos planos por água abaixo que agora nem quero pensar em temas do coração. Agora America first!, ou melhor, Mariana first!
Riram-se ambas!

- Mas voltando atrás, não fui justa, acho que as minhas palavras te magoaram, não era a minha intenção. Quero ver-te bem. Sabes disso. Sobretudo quero que saibas que contas comigo, seja em que momento for.

Mariana quis mudar o tema de conversa, mas antes olharam uma para outra. Este olhar acompanhado do silêncio disse tudo. E o importante era o agora e aproveitar os momentos presentes. O que passou passou, lá em 2016, como se fosse um ano distante no passado de que nos lembramos vagamente de alguns episódios.
Teresa gostou de ver esta nova amiga e as boas energias!

O lanche estava delicioso, mas foi um bocadinho demorado. No entanto, concordaram que as pressas não faziam parte daquela tarde!
Foram as últimas a sair, já de noite. Antes de partirem espreitaram a mercearia e animaram-se a levar alguma fruta e uma compota de abóbora cada uma para experimentar. Quanto aos cabazes entregues em casa pela Quinta do Arneiro ficaram de investigar mais no website e na página do Facebook as condições e os preços.

Só mais tarde Mariana reparou numa chamada não atendida. Era o Luís, um amigo do irmão. Já não se viam há algum tempo. O que poderia ele querer? No dia seguinte logo pensava se ia devolver a chamada, isto se tivesse tempo. Melhor não. Não deveria ser nada de importante. Deveria era ser engano!


Mariana Reis




Quinta do Arneiro
Biológico / Vegetariano
Azueira 

2665-004 Mafra | 917 663 556

De segunda a sexta: 09:00 às 17:00
Mercearia de quarta-feira a domingo das 09:00 às 18:00
Presença em Mercados Biológicos em Lisboa e Cascais
Almoços e lanches de quarta-feira a domingo
Aceita reservas
Aceita cartões


"Não há boa terra sem bom lavrador"


Provérbio popular 







quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

À PROCURA DO PUFF IDEAL

Estamos a completar a casa de cá aos bocadinhos. Já temos o principal e o que é essencial para vivermos cá. Mas uma casa é mais do que isso ;) Há sempre qualquer coisa que falta ou um pormenor para compor um espaço.

Ainda nos faltam tapetes, quadros, prateleiras e mais algumas coisas. Mas a dúvida actual é na escolha de dois puffs para a sala. Apesar de não passarmos muito tempo os quatro a ver televisão, às vezes vemos um filme em família ou procuramos histórias em português no YouTube para que os meninos não se esqueçam da nossa língua e das nossas tradições. A sala não é muito grande e por isso temos apenas um sofá, que dá para todos sentados direitinhos ;) o problema é que os meninos nunca estão quietos nem direitos! Então lembramo-nos de ter uns banquinhos para eles.

Vimos uns giríssimos na Zara Home. Também achámos piada às cadeiras de baloiço do IKEA ou até a um repousa pés. Mas, rapidamente desiste da ideia de bancos ou cadeiras porque, para além de ocuparem mais espaço, implica também que eles estejam quietos lá sentados!

Começámos então à procura de puffs. Vimos imensos tamanhos, formas e cores diferentes e, por incrível que pareça, nenhum me cativou particularmente. Gostei de um da Loaf e também de um da Swoon, mas nem um nem outro havia nos tons que eu queria.

Deixei o assunto pendente, até hoje :) estive a arrumar alguns livros e cruzei-me com um muito antigo, que era da minha mãe, da Laura Ashley. Uma pérola! Ensina a fazer tudo o que é preciso para decorar uma casa. O máximo!

Bom, já estão a adivinhar... Decidi fazer eu! Porque quando temos uma ideia muito definida daquilo que queremos e não encontramos no mercado, é difícil abandonarmos essa mesma ideia por outra que esteja à venda, parece que não era bem aquilo...

Agora só falta, escolher o tecido e pôr mãos à obra ;)

Ana

 ZARA HOME
 IKEA
 LOAF

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A FESTA DO PANDA

Reparei que ainda nem vos mostrei a festa que preparámos para o Vasquinho.

Podem ver o mood board aqui e a ideia que tinha para a festa dos 6 anos.

Os tons da festa foram o preto e o branco, uma vez que era a festa do Panda. Ainda pensei misturar um pouco de verde, mas rapidamente desisti dessa ideia ;)

Tive bastante tempo para preparar o que tinha idealizado. A maior parte dos materiais encomendámos na Amazon e foram chegando, quase diariamente. Os meninos estavam super entusiasmados e quiseram também ajudar :)

Mais uma vez, só fiz a montagem na véspera, à noite, para ter o efeito surpresa no outro dia de manhã quando os meninos acordam. É tão giro ver as caras espantadas, a alegria e a ansiedade de ir mexer em tudo! Bom, na realidade acho que bastava haver balões e eles já deliravam ;)

Como já tinha dito antes, tentei fazer algumas especialidades portuguesas para que os convidados de outros países pudessem ficar a conhecer. Correu muito bem. Consegui fazer tudo o que tinha pensado fazer (normalmente faço uma lista enorme de coisas e ficam sempre metade por fazer). Até o bolo de aniversário correu bem ;) não é a minha especialidade e estava com medo que não ficasse bem, ainda por cima seria a estrela principal da festa. Não ficou perfeito e tive de disfarçar o remate da pasta de açúcar com uma fita, mas em geral cumpriu os requisitos!

Correu tudo tão bem que até parece mentira. O Vasquinho adorou, teve cá em casa muitos amigos para brincar e também recebeu muitas chamadas de Portugal, até presentes chegaram por correio ;) Estava tão feliz o nosso filhote :) E nós também, claro!

Agora já estou a pensar no tema da festa dos 3 anos do António ;)

Ana

PREPARATIVOS




A MESA





O BOLO

O MENINO DA FESTA

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ZANGUEI-ME COM O NATAL

Se calhar já é um bocadinho tarde para falar do Natal... Ainda assim, aqui vai.

Com partida marcada para dia 16 de Dezembro, estava convencida que teríamos todo o tempo para estar com família e amigos, ficando ainda com algum tempo disponível para tratar de alguma coisa que fosse necessária, como cancelar seguros e ir a médicos.

Preparámos cá o nosso Natal, o primeiro neste país. Comprámos um pinheiro natural aqui mesmo, no mercado de Portobello Road, fomos escolher decorações à Liberty e fizemos o resto em casa, com os meninos, que adoram pôr as mãos na "massa". 

Esperava ter um misto de sentimentos, entre a alegria e as saudades. Não tive. Só alegria. Entusiasmo para tornar mágico o primeiro Natal dos meninos cá. Não havia espaço para as saudades e, dentro de pouco tempo, estaríamos todos em Portugal outra vez. 

Chegou o dia de irmos. A ansiedade do Vasquinho crescia a cada instante, acho que só acalmou depois de chegarmos a casa da Avó Li, muito tempo depois uma vez que a avó mora na Beira Baixa.

Alguns dias depois fomos para a Avó Fá, no Ribatejo. Fizemos algumas viagens a Lisboa para visitar amigos e mais família. O Vasquinho foi à Dra. Filipa arrancar o primeiro dente, o D. e eu também tratámos de alguns assuntos pendentes. Chegou o dia 24, que foi celebrado com a minha família e logo depois o 25 celebrado com a família do D.. Fizemos as malas e regressamos dia 26.

Aprendemos com os erros... Não tivemos tempo para estar realmente com as pessoas. Estas alturas de festa, as famílias e amigos reúnem-se e acabamos por estar com todos mas sem dar a devida atenção a cada um. Fizemos muitos, muitos quilómetros. Já nem sabíamos explicar aos meninos porque é que tínhamos de andar sempre a saltar de casa em casa. Acho que eu própria não tinha resposta.

Fizemos presentes giríssimos para as professoras do Vasquinho, mas não sei porquê, não chegaram a receber... Fiz embrulhos com cartões recortados por nós e escritos pelos meninos, chegaram a Portugal todos amachucados. Alguns até tive de os desfazer e tirar caixas para caber na mala. Alguns dos presentes que recebemos em Portugal tiveram de ficar para trás. Enfim...

Chegámos a Londres exaustos, mas mesmo... Claro que os dias que passámos em Portugal foram de alegria, mas exigiu muito de nós e a sensação que fica é que não conseguimos chegar a todos.

Este ano zanguei-me com o Natal. 

Espero conseguir fazer as pazes no próximo!

Ana  

 Natal em Portugal

 Natal em Portugal

 A preparar os presentes

 Decorações feitas por nós para a árvore de Natal

 A nossa árvore

Presentes para as professoras

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

DOS NOSSOS DIAS

Os dias são frios lá fora, calmos e ternos cá dentro.

Mudámos os horários: almoçamos antes do meio dia e jantamos às 19h. 

Não há pressa. O tempo é real.

Todas as escolhas e decisões têm o mesmo propósito - a felicidade deles.

Eles são a prioridade.

Acordamos todos mais ou menos ao mesmo tempo. Tomamos o pequeno almoço juntos, sentados à mesa. Vamos a pé para a escola, o pai vai de bicicleta para o trabalho.

Conversamos bastante, brincamos, rimos. Conheço cada olhar: o brilho nos olhos ou quando os escondem. 

Estou aqui, estou sempre aqui com e para eles. Cada alegria, cada desilusão, cada nova fase, cada queda, cada "tenta outra vez", cada sucesso, tudo é partilhado. Somos uma equipa.

Sou Mãe.

"Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus: Dizem-me que serei enviado à terra amanhã... Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso? 
E Deus disse: Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para ti. Estará à tua espera e tomará conta de ti. 
Mas diz-me, aqui no céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz... serei feliz lá?
Deus: O teu anjo cantará para ti... a cada dia a cada instante, tu sentirás o amor do teu anjo e serás feliz.
Criança: Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?
Deus: Com muita paciência e carinho, o teu anjo ensinar-te-á a falar.
Criança: E o que farei quando eu quiser falar-Te?
Deus: O teu anjo juntará as tuas mãos e ensinar-te-á a rezar.
Criança: Eu ouvi que na terra há homens maus. Quem me protegerá?
Deus: O teu anjo defender-te-á mesmo que signifique arriscar a própria vida.
Criança: Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais!
Deus: O teu anjo irá sempre falar-te de Mim, ensinar-te-á a maneira de vir a Mim e Eu estarei sempre dentro de ti.
Neste momento havia paz no céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas...
A criança, apressada, pediu suavemente: Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diz-me por favor, o nome do meu anjo.
E Deus respondeu: " Chamarás o teu anjo de Mãe!"


Ana



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